Campanha “Viaje Sem Pressa” fiscalizou 5,7 milhões de veículos e registou 12 mortos nas estradas

A primeira campanha do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026, dedicada ao controlo de velocidade, terminou com mais de 5,7 milhões de veículos fiscalizados e um balanço de 12 vítimas mortais nas estradas portuguesas. A campanha, intitulada “Viaje Sem Pressa”, decorreu entre 20 e 26 de janeiro, abrangendo, entre outros, os distritos de Porto, Setúbal e Viana do Castelo.

Micaela Barbosa
27 Jan. 2026 2 mins
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GNR - Guarda Nacional Republicana

Promovida pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP), a iniciativa teve como objetivo “alertar para os riscos do excesso de velocidade”, responsável por “cerca de um terço das mortes rodoviárias” em Portugal.

Durante a campanha, 616 condutores e passageiros foram sensibilizados em ações presenciais realizadas em simultâneo com operações de fiscalização, incluindo uma ação em Viana do Castelo, onde foram reforçadas mensagens como a importância do respeito pelos limites de velocidade, da distância de segurança e da condução defensiva.

No total, foram registadas 20.363 infrações rodoviárias, das quais 8.921 por excesso de velocidade. A maioria ocorreu no Continente (8.742), tendo a GNR detetado 3.070 infrações e a PSP, 998. A fiscalização recorreu a meios automáticos e presenciais, com destaque para o sistema SINCRO, da ANSR, responsável por mais de 5 milhões de veículos controlados por radar.

As forças de segurança fiscalizaram, presencialmente, quase 53 mil veículos e condutores, num esforço que, segundo as autoridades, visa combinar repressão com prevenção.

Apesar das ações de fiscalização, o período da campanha ficou marcado por 3.130 acidentes, mais 510 que no período homólogo de 2025. Registaram-se 12 mortos, 24 feridos graves e 708 feridos leves. As vítimas mortais eram todas do sexo masculino, com idades entre os 18 e os 87 anos.

Os acidentes fatais ocorreram em sete distritos, entre eles Braga, Aveiro, Coimbra, Lisboa, Santarém e Setúbal, tendo sido causados maioritariamente por despistes, muitos em curva, e por colisões envolvendo veículos ligeiros, motociclos e velocípedes.

A campanha “Viaje Sem Pressa” foi a primeira de 11 ações previstas para 2026 no âmbito do PNF. Até ao final do ano, serão realizadas mais dez campanhas, centradas em temas como álcool, uso de telemóvel, dispositivos de segurança, veículos de duas rodas e, pela primeira vez, um eixo dedicado aos utilizadores vulneráveis. “As consequências mais graves da sinistralidade rodoviária não são uma fatalidade”, sublinham as autoridades, defendendo que comportamentos responsáveis continuam a ser decisivos para reduzir mortes e feridos nas estradas.

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