Viana do Castelo volta a ser palco de denúncias públicas de abandono de resíduos em plena via pública, num cenário que está a gerar forte contestação por parte de autarcas locais e moradores. Em diferentes freguesias do concelho, surgem relatos e imagens de móveis, colchões e outros volumosos deixados em ruas e estradas, fora dos locais próprios para deposição.
Na União de Freguesias de Viana do Castelo (Santa Maria Maior e Monserrate) e Meadela, a presidente do executivo, Cláudia Marinho, expressou publicamente “profunda revolta” perante o que considera ser uma sucessão de atos de falta de civismo.
A autarca sublinha o impacto destes comportamentos não apenas na imagem do território, mas também na qualidade de vida da população e no trabalho dos serviços de limpeza urbana. “Não é aceitável que trabalhadores municipais tenham de lidar com cenários de abandono irresponsável de resíduos”, refere a posição transmitida, defendendo que o espaço público “pertence a todos” e deve ser preservado como responsabilidade coletiva.
Situações semelhantes foram também denunciadas em Serreleis, onde foram reportados resíduos volumosos abandonados em vias principais, nomeadamente na Estrada do Barco do Porto.
As autoridades locais alertam para a existência de meios próprios para a deposição destes materiais e apelam à denúncia de comportamentos irregulares.
O problema não se limita a áreas residenciais. Na freguesia de Darque, o executivo local emitiu uma nota pública em tom crítico, sublinhando que “Darque é aquilo que cada um de nós faz dela” e que a limpeza do território depende tanto dos serviços municipais como da conduta individual dos residentes.
Num período em que a freguesia regista maior circulação de pessoas, incluindo peregrinos e visitantes, a autarquia alerta para o impacto direto da imagem transmitida pelo espaço público. “Quem ama Darque, cuida de Darque”, lê-se na posição divulgada, que apela a uma maior consciência cívica e ao cumprimento das regras de deposição de resíduos.
As denúncias têm reaberto o debate sobre fiscalização, sensibilização ambiental e responsabilização de infratores.
Os autarcas defendem que a repetição destes casos exige “uma resposta mais eficaz”, combinando educação cívica com eventual reforço de mecanismos de controlo.
Enquanto isso, no terreno, os serviços de recolha continuam a ser chamados a intervir em situações que, segundo as juntas de freguesia, poderiam ser evitadas com recurso aos canais adequados de recolha de resíduos volumosos.
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