Caminha avança com obra de 470 mil euros para limpeza e desobstrução do Rio Coura

O Município de Caminha assinou esta manhã o contrato de consignação da primeira empreitada de reabilitação do Rio Coura entre a Ponte de Vilar de Mouros e o Cais do Pego, em Venade, dando início à fase de execução de um projeto global financiado em mais de 1,1 milhões de euros no âmbito do programa NORTE2030.

Micaela Barbosa
15 Mai. 2026 2 mins

A intervenção agora adjudicada, no valor de 470.720 euros, integra o projeto mais amplo “Restabelecimento do Leito do Rio Coura desde a Ponte de Vilar de Mouros ao Cais do Pego e Reabilitação das Margens no Cais do Pego”, aprovado em 2025 com cofinanciamento do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

Segundo a autarquia, o projeto global prevê a intervenção numa extensão de cerca de 3,25 quilómetros do Rio Coura e inclui ações de “diminuição do risco, preservação e requalificação da zona estuarina”, bem como a estabilização de margens com engenharia natural, recuperação da galeria ripícola e controlo de espécies exóticas invasoras.

A empreitada agora consignada centra-se na limpeza, desobstrução e regularização do leito do rio, com remoção de árvores caídas, resíduos e outros materiais acumulados, além de intervenções pontuais nas margens e melhoria das condições de escoamento.

O Município refere que o objetivo passa por “melhorar as condições de escoamento, reduzir o risco de obstrução do canal e diminuir a vulnerabilidade do local a episódios de cheia”, num troço considerado sensível do ponto de vista hidráulico e ecológico.

Está também prevista a recuperação da vegetação ribeirinha e a eliminação de espécies invasoras, contribuindo para a estabilização dos taludes e a melhoria dos habitats naturais.

Na fase de candidatura, aprovada em 2025, o Município tinha estimado um investimento global superior a 1,1 milhões de euros para a execução integral da intervenção, incluindo componentes adicionais como monitorização hidrométrica e intervenções ambientais mais alargadas, que poderão ser desenvolvidas em fases subsequentes.

A autarquia classifica a intervenção como “uma atuação preventiva e corretiva”, destinada a conciliar proteção ambiental, segurança hidráulica e preservação dos valores naturais associados ao rio.

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