O festival CA Vilar de Mouros regressa este verão com um cartaz que cruza gerações e geografias, apostando numa combinação de nomes consagrados e figuras mais recentes da música internacional. A organização anunciou os primeiros cinco artistas confirmados para a edição de 2026, que decorre entre 18 e 22 de agosto, na histórica aldeia minhota do concelho de Caminha.
Entre os destaques está o britânico YUNGBLUD, que sobe ao palco logo no dia de abertura. O músico, conhecido pela sua abordagem irreverente e pela fusão de estilos, deverá apresentar ao vivo o seu mais recente trabalho, “Idols”, descrito como um dos projetos mais pessoais da sua carreira.
No dia seguinte, 19 de agosto, é a vez dos Dropkick Murphys, banda norte-americana que traz na bagagem o álbum “For the People”. O disco, lançado no último ano, assume-se como uma resposta ao clima social e político contemporâneo, com mensagens de resistência, solidariedade e esperança.
Os britânicos Kasabian atuam a 20 de agosto. Com uma carreira iniciada em 1997 e marcada por sucessos no panorama do rock alternativo, a banda deverá também apresentar novos temas, antecipando o álbum previsto para julho.
Já no penúltimo dia do festival, 21 de agosto, Ben Harper regressa a Vilar de Mouros acompanhado pelos The Innocent Criminals, 25 anos depois da sua primeira passagem pelo evento. O concerto promete revisitar alguns dos momentos mais emblemáticos da carreira do músico norte-americano.
O encerramento, a 22 de agosto, ficará a cargo dos Body Count, liderados por Ice-T. A banda, formada em Los Angeles no início da década de 1990, é reconhecida pela mistura de heavy metal com rap e por uma postura marcadamente interventiva.
Os bilhetes já se encontram à venda, com passes gerais de quatro e cinco dias a custarem 130 e 160 euros, respetivamente. Os ingressos diários estão disponíveis por 55 euros. O acesso ao campismo está incluído nos passes, embora sujeito à lotação do espaço, sendo também possível adquirir um bilhete diário para campismo por cinco euros.
Considerado o mais antigo festival de música da Península Ibérica, o CA Vilar de Mouros mantém o estatuto de “Woodstock português”, um legado que remonta à sua primeira edição, em 1971. Após um interregno entre 2006 e 2014, o evento tem vindo a afirmar-se novamente como uma das principais referências do calendário de festivais em Portugal.
Notícias atuais e relevantes que definem a atualidade e a nossa sociedade.
Espaço de opinião para reflexões e debates que exploram análises e pontos de vista variados.