A Direção-Geral das Artes (DGArtes) vai atribuir 23,2 milhões de euros à programação de 42 teatros e cineteatros da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) entre 2026 e 2029, num apoio plurianual destinado a reforçar a estabilidade da oferta cultural em todo o país.
O financiamento, equivalente a 5,8 milhões de euros por ano, abrange equipamentos distribuídos por oito das nove regiões NUTS II, confirmando uma estratégia de descentralização e continuidade da programação artística. Em causa estão projetos nas áreas do teatro, música, dança, circo e cruzamentos disciplinares, a que se soma o cinema quando existem condições técnicas.
No Alto Minho, quatro equipamentos integram a lista de beneficiários, com diferentes níveis de financiamento.
O maior apoio da região foi atribuído ao Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, que receberá 800 mil euros ao longo dos quatro anos, correspondentes a 200 mil euros anuais.
Segue-se o Centro Cultural de Paredes de Coura, com uma dotação global de 600 mil euros (150 mil euros por ano), posicionando-se num patamar intermédio de financiamento.
Com valores mais reduzidos, o Cineteatro João Verde, em Monção, e o Teatro Municipal Sá de Miranda, em Viana do Castelo, recebem ambos 200 mil euros para o período 2026-2029, ou seja, 50 mil euros anuais.
Em reação aos resultados, o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Tiago Cunha, afirmou que a atribuição do apoio representa “uma vitória que reconhece a qualidade da programação cultural” do município e a sua visão para o setor. O autarca defendeu ainda que a cultura deve ser “transformadora”, participada e inclusiva.
Segundo o município, o Centro Cultural de Paredes de Coura continuará a apostar numa programação centrada na música, mas também aberta a outras áreas das artes performativas e visuais, bem como à exibição cinematográfica.
A nível nacional, o concurso confirma uma distribuição alargada do investimento público, com a região Centro a concentrar o maior número de equipamentos apoiados. No Norte, mantêm-se vários polos relevantes, incluindo estruturas em Braga, Guimarães ou Vila Nova de Famalicão, algumas das quais com dotações até 800 mil euros.
O modelo de financiamento da RTCP mantém uma lógica plurianual e de cofinanciamento, exigindo às entidades beneficiárias um investimento próprio equivalente, com o objetivo de “garantir continuidade e previsibilidade na programação cultural”.
Um novo concurso para o ciclo seguinte, entre 2028 e 2031, deverá abrir em 2027.
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