Dias intensos que preenchem muitas agendas; acontecimentos que deixam marcas imperecíveis nos calendários de gente atenta ou até distraída pela labuta diária; duas semanas inesquecíveis para miúdos ou graúdos. Jornadas repletas de sentido: a Semana Santa e a Oitava da Páscoa despertam a memória e fornecem significado ao que se vai elaborando diariamente.
De receção, de encanto e de apoteose; de anamnese, de recordação e de dádiva; de meditação, de silêncio e de memória; de descanso, de visita e de aleluias; de vida renovada, de alegria e de exaltação gloriosa; de constante agradecimento, de benéfico retempero; de aclamações jubilosas; de comunitário e sadio obrigado aleluiático, de Bênção sagrada do Ressuscitado.
Poder-se-ia dizer muito mais, se as páginas refletissem o que nos vai na alma: do Domingo de Ramos à Oitava florida de Páscoa, sem limites nem intervalos, libertam-se em nós benefícios de eterna Primavera. Amadurecem frutos de uma Dádiva. Canta-se aleluias de Felicidade.
Aconteceram passagens que nos entristecem, como a do padre José Luís Sousa Ribeiro, que era para todos um presente aberto que inebriava; aconteceram celebrações majestosas que silenciaram tantas incompreensões, como a de Sexta feira Santa na Sé; aconteceram visitas com celebrações, como em Subportela (Viana) no Sábado Santo ou na paróquia de Cunha (Paredes de Coura) no Domingo de Páscoa, ambas de testemunho vivo neste tempo solene; acontecem novidades notórias para a nossa civilização, como as da Artemis II no encalço da Lua.
Tem ainda interesse referir o movimento singular de tantos emigrantes portugueses que alegram as suas famílias com visitas de cortesia e de saudade, facilitando tantas convivências sociais e familiares nesta quadra, que assim regista o amor humano circulante entre todos. Os filhos tenrinhos aparecem como futuro sorridente e prometedor que a terra natal pode oferecer a quantos, mais longe ao longo do ano, nos abrem a tantos povos. Somos “Terra Pascal”, embandeirando a esperança e prometendo locais felizes a quantos festejam em horizontes harmónicos.
“Aplaudam mares e terra,
Da salvação nasce o Dia;
Com o sangue do Cordeiro
Novo mundo principia.
Voltam os felizes tempos
Exulte o Céu nas alturas.
Cristo ressurge da morte,
Dando a Vida às criaturas.
Voltam os felizes tempos,
Da salvação nasce o Dia;
Com o sangue do Cordeiro
Novo mundo principia.
Crentes na Sua palavra,
Já vivemos a Esperança
De com Ele ressurgirmos
Para a Bem-aventurança” (Hino Pascal).
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