Caminha lança projetos sociais para apoiar idosos, pessoas com deficiência e cuidadores

O Município de Caminha apresentou esta semana dois projetos de âmbito social: Caminha +Ativa, destinado a pessoas idosas em risco de isolamento social, e Radar Social, focado em pessoas com deficiência e cuidadores informais. A apresentação contou com a presença da presidente da Câmara, Liliana Silva, do presidente da Assembleia Municipal, José Luís Lima, e dos técnicos responsáveis pelos programas.

Micaela Barbosa
31 Mar. 2026 2 mins
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Caminha Município

O Caminha +Ativa arrancou recentemente com um orçamento total de 306,5 mil euros, incluindo 260,5 mil euros de financiamento comunitário, e vai desenvolver-se ao longo de 36 meses.

Liliana Silva explicou que o projeto pretende “promover a inclusão ativa, o bem-estar e a autonomia da população idosa, com especial atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco de isolamento social”. 

A autarca acrescentou que a iniciativa permitirá implementar teleassistência, uma medida que era um dos seus objetivos. “O Caminha +Ativa pretende promover a longevidade com qualidade de vida, reforçar a autonomia e estimular a participação ativa das pessoas idosas na comunidade”, referiu.

Segundo a Câmara, o programa inclui rastreios para prevenção de demência, promoção de atividades físicas e desportivas, literacia digital, capacitação de técnicos e prevenção de quedas e burlas. A sinalização para integrar o projeto pode ser feita pelas juntas de freguesia, forças policiais, associações, familiares, vizinhos ou pelo próprio munícipe.

Já o Radar Social é descrito pelo município como um instrumento de proximidade que permite identificar situações de vulnerabilidade social e mobilizar respostas integradas. Entre 2024 e 2026, o programa registou 364 sinalizações de presidentes de junta, técnicos municipais, parceiros sociais, forças de segurança e cidadãos.

Nos próximos meses, a iniciativa vai concentrar-se em pessoas com deficiência e incapacidade (PCD) e cuidadores informais. 

De acordo com a Câmara, um dos objetivos é “criar uma base de dados estruturada que permita fundamentar novas respostas sociais, apoiar candidaturas a financiamentos e sustentar decisões estratégicas”.

Liliana Silva destacou ainda que o Radar Social vai “permitir saber onde estão os casos de pessoas com deficiência e cuidadores, para que possamos agir em conformidade” e contribuir para reforçar a rede de apoio social no concelho.

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