UNICIDADE 2030 aproxima Valença e Tui com 700 mil euros de investimento

A ligação entre os municípios de Valença, em Portugal, e Tui, em Espanha, é antiga e tem vindo a ser reforçada através da cooperação transfronteiriça. Há alguns anos, surgiu a ideia de criar um projeto capaz de aprofundar esta relação no âmbito da Eurocidade, promovendo uma maior articulação entre as duas regiões e aproximando as populações de ambas as margens do rio Minho.

Notícias de Viana
25 Set. 2026 2 mins

Na altura, o projeto foi apresentado ainda de forma embrionária, sob a designação UNICIDADE 2030. Agora, são já conhecidos os seus principais eixos de atuação e objetivos. O projeto representa um investimento de cerca de 700 mil euros, comparticipado em 75% pelo programa Interreg (Cooperação Territorial Europeia), e pretende dar uma nova dimensão à cooperação entre Valença e Tui.

A Antiga Alfândega de Valença foi o local escolhido para a apresentação formal deste projeto, que pretende reforçar a dinâmica da Eurocidade através de várias iniciativas. Entre os principais objetivos está a dinamização do Cartão do Eurocidadão, procurando aumentar a sua utilização e os benefícios associados, bem como promover a partilha de instalações e equipamentos municipais.

Neste âmbito, foram identificados espaços como o Teatro Municipal de Tui e a Antiga Alfândega de Valença, que poderão passar a ter uma utilização mais regular e conjunta, reforçando a circulação de cidadãos e a programação cultural entre as duas margens do rio Minho.

O projeto prevê, ainda, a criação de uma agenda cultural e desportiva conjunta, a promoção turística da Eurocidade, a dinamização de ações de envelhecimento ativo e valorização do território, bem como o reforço da participação dos cidadãos.

“O projeto da UNICIDADE 2030 representa, agora, uma nova etapa no caminho de afirmação da nossa Eurocidade”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Valença, José Manuel Carpinteira, sublinhando a necessidade de “dispor de uma estrutura que facilite a gestão conjunta e que dê maior continuidade às respostas construídas”.

“Dar esta utilização à antiga Alfândega é uma forma de preservar a memória de fronteira e de colocar este património ao serviço da relação que construímos”, afirmou o edil, que confirmou, ainda, que a criação de uma estrutura com maior capacidade jurídica constitui uma das principais ambições do projeto UNICIDADE 2030.

Também Enrique Cabaleiro, autarca de Tui, destacou a importância de transformar os fundos europeus em projetos concretos com impacto no território, defendendo que a cooperação transfronteiriça deve traduzir-se em benefícios efetivos e próximos das populações de ambos os lados do rio Minho.

Tags Economia

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