O serviço TUViana deverá ser alargado às zonas industriais de Viana do Castelo nas próximas semanas, depois de concluído o processo de aquisição de novas viaturas. A garantia foi dada pelo presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, que assegura que o concurso em curso “não vai ficar deserto”. O autarca destacou, ainda, a sustentabilidade ambiental e económica do projeto.
Para o autarca, a expansão da rede enquadra-se numa aposta num modelo de transporte público que considera sustentável não só do ponto de vista ambiental, mas também económico. “O projeto é sustentável. Sempre disse que era sustentável em termos económicos, além de ser sustentável em termos ambientais”, afirmou Luís Nobre, defendendo que a aposta no transporte público foi “a decisão mais correta”, sobretudo perante “as exigências e os custos associados à energia neste momento, nomeadamente aos combustíveis”.
Segundo o presidente da Câmara, a opção tem permitido ao município poupar entre 700 mil e um milhão de euros por ano em combustíveis. “Estamos a falar de muitos milhares de euros que estamos, no fundo, a poupar aos contribuintes. Além da melhoria dos indicadores ambientais, estamos também a demonstrar a racionalidade da decisão através da poupança”, reforçou o autarca.
A expansão às zonas industriais era, segundo o autarca, uma das ambições assumidas desde o início do projeto, não sendo apenas uma “exigência” dos utentes, mas uma “ambição” do próprio TUViana. A concretização desta expansão depende agora da aquisição de novas viaturas.
O município encontra-se atualmente a avaliar as propostas apresentadas. Segundo Luís Nobre, “há mais do que uma proposta”, pelo que garante aos vianenses que o concurso “não vai ficar deserto”. “O serviço está encomendado, é um serviço de qualidade e, naturalmente, vai ser um processo mais rápido e poderá acontecer nas próximas semanas. Quando eu digo semanas, quatro, cinco ou seis semanas”, afirmou.
A expansão surge depois de o TUViana ter atingido, ao longo do primeiro ano de funcionamento, uma média superior a três mil passageiros nos dias úteis. O serviço conta, ainda, com mais de 5600 passes ativos, embora a autarquia ressalve que estes não significam necessariamente uma utilização diária.
Para Luís Nobre, os números demonstram uma adesão progressiva ao transporte público e justificam o reforço da rede. O objetivo passa agora por consolidar o serviço nas zonas onde já opera e alargar a cobertura a novos territórios, nomeadamente às áreas empresariais.
A expansão às zonas industriais integra uma estratégia mais ampla para o futuro do TUViana. O presidente da Câmara fala na criação de um “segundo anel”, que deverá abranger o litoral e a Frente Atlântica, e admite que a rede possa chegar também aos parques empresariais.
Paralelamente, o município pretende reforçar a aposta em ferramentas digitais e tecnológicas que facilitem a utilização do transporte público. Segundo Luís Nobre, o objetivo passa por tornar o serviço mais acessível, simplificar a utilização e agilizar a experiência dos passageiros.
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