A Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) recebeu a chegada de 47 médicos internos de Formação Geral, 34 de Formação Especializada e 3 residentes farmacêuticos, que iniciam agora o seu percurso formativo.
Este acolhimento faz parte de um movimento mais amplo registado em todo o país no início de 2026. Segundo dados divulgados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o Internato Médico arrancou oficialmente em Portugal no dia 2 de janeiro de 2026 com um total de 3.818 médicos a iniciar o seu percurso, dos quais 1.964 em Formação Geral e 1.854 em Formação Especializada, valores que representam “um ligeiro aumento em relação ao ano anterior”.
A cerimónia de abertura do Ano Médico 2026, organizada pela ACSS e realizada em Braga, contou com a presença de responsáveis do sector, que sublinharam a importância da formação médica no contexto do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Ao nível nacional, o processo de ingresso no internato médico continua a ser realizado através de um concurso gerido pela ACSS, que, este ano, decorreu de forma totalmente digital pela primeira vez.
Apesar do aumento do número de internos, dados recentes da Federação Nacional dos Médicos (FNAM) mostram que, no penúltimo dia do concurso para a Formação Especializada, cerca de um terço das 2.331 vagas continuavam por preencher, sobretudo em áreas essenciais para o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde, como Medicina Geral e Familiar (51% das vagas), Medicina Interna, Patologia Clínica, Medicina Intensiva e Medicina de Urgência e Emergência.
No caso da ULSAM, os 84 novos médicos representam um reforço significativo para os serviços hospitalares e de cuidados primários da região do Alto Minho, integrando equipas clínicas e apoiando o funcionamento diário da unidade.
Em comunicado, a administração local destacou que estes profissionais irão contribuir para reforçar as equipas clínicas ao longo do ano, integrando serviços hospitalares e de cuidados primários e apoiando o funcionamento diário dos cuidados de saúde na região.
A chegada destes internos também é vista como uma oportunidade para a comunidade local acompanhar profissionais em formação, muitos dos quais podem vir a integrar, no futuro, o quadro clínico dos serviços de saúde na região do Alto Minho.
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