Alto Minho vai ter primeiro polo arqueológico de 1,2 milhões de euros com obra concluída até 2028

O Município de Viana do Castelo, a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte) vão investir 1,2 milhões de euros, no âmbito do Norte 2030, na criação do primeiro polo arqueológico do Alto Minho.

Notícias de Viana
24 Set. 2026 3 mins

A infraestrutura ficará instalada no Parque Empresarial da Praia Norte, num espaço cedido pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, e pretende concentrar, preservar, estudar e valorizar o património arqueológico proveniente dos dez municípios da região.

O polo permitirá criar condições adequadas para o depósito, inventário, preservação, digitalização, gestão e acesso a espólios resultantes de intervenções arqueológicas, que atualmente se encontram dispersos por diferentes espaços e instituições.

Na apresentação do programa técnico do projeto, Miguel Costa, arqueólogo municipal, explicou que a criação deste equipamento parte da existência de “muito espólio disperso” resultante de “centenas e centenas de obras” realizadas no território. Segundo o responsável, estes materiais encontram-se atualmente na posse dos municípios e museus arqueológicos, mas “carecem de um espaço com as devidas condições que consiga concentrar” todo esse património.

A proposta para a criação do polo partiu da CCDR Norte, que a apresentou à CIM Alto Minho, com o objetivo de criar uma estrutura capaz de garantir melhores condições para a conservação e investigação do espólio arqueológico da região.

Para o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, o desafio passa agora por garantir que o equipamento seja concluído e entre em funcionamento com condições adequadas. “Quando assumimos o desafio de finalizar este polo para servir o Alto Minho, tínhamos consciência de que queríamos fazer com absoluta competência”, afirmou o edil.

O autarca sublinhou, ainda, que, depois da conclusão da obra, será necessário assegurar o seu funcionamento e cumprir o objetivo para o qual foi criado. A prioridade, acrescentou, é colocar o equipamento rapidamente ao proveito da população, para “ficar ao serviço dos alto-minhotos, do país, mas em particular da região Norte”. Segundo Luís Nobre, a obra deverá estar concluída antes de 2028.

Já António Barbosa, presidente da CIM Alto Minho, destacou a importância da cooperação entre os municípios e da criação de respostas para necessidades comuns: “É preciso olhar para os territórios de forma particular, perceber de que forma as comunidades intermunicipais podem ser também parceiras”, afirmou, defendendo que “os investimentos devem cobrir necessidades comuns dos territórios”.

O responsável reforçou, ainda, a abrangência regional do projeto: “Isto é o polo arqueológico do Alto Minho, o que significa que irá ser trabalhado aqui tudo aquilo que é a arqueologia do nosso território como um todo.”

Também Rui Costa, vice-presidente da CCDR Norte para a área do património, salientou a dimensão regional do equipamento, frisando que “os dez municípios vão beneficiar desta infraestrutura” e que o património assume uma “importância estratégica” no desenvolvimento das regiões.

“Isto é muito importante porque tem a ver com a identidade do território, com conhecer a história, as especificidades do território, perceber a importância no presente e perspetivar o legado que se deixa para as gerações seguintes”, afirmou Rui Costa.

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