O Lidl Portugal anunciou que alcançou o objetivo financeiro necessário para avançar com a recuperação de 30 hectares de ecossistemas no Parque Nacional da Peneda-Gerês, no Alto Minho, no âmbito da iniciativa Re-Store Portugal, desenvolvida em parceria com a WWF Portugal.
A verba angariada, cerca de 180 mil euros, resultou da venda de sacos de compras produzidos com plástico retirado do oceano, disponíveis por um euro, dos quais metade reverteu para a organização ambiental. Segundo o Lidl, o projeto demonstra “o impacto direto das escolhas dos consumidores, transformando um gesto quotidiano numa intervenção ambiental com efeitos mensuráveis no território”.
A intervenção no único parque nacional de Portugal vai focar-se na proteção de espécies ameaçadas, como o lobo-ibérico e a águia-real, no controlo de plantas invasoras e na recuperação da flora e fauna locais. Serão ainda identificadas espécies aquáticas invasoras em rios pouco estudados, contribuindo para a manutenção da biodiversidade e para a redução do risco de incêndios. “Este esforço coletivo aproxima Portugal da meta da União Europeia de recuperar 20% das áreas degradadas até 2030”, sublinha o comunicado do Lidl, enquadrando a ação nos objetivos europeus de restauro ecológico.
Com o objetivo alcançado no Gerês, a empresa lançou uma nova etapa do projeto, convidando os clientes a decidir qual será a próxima área de restauro a apoiar. Até 23 de janeiro, é possível votar através da app Lidl Plus, ou nas páginas da marca no Instagram e no LinkedIn.
As opções são a Serra do Caldeirão, no Algarve e Baixo Alentejo, e o Estuário do Tejo. No caso do Caldeirão, a intervenção vai recuperar ecossistemas vitais para a biodiversidade do sul do país, proteger espécies vegetais autóctones como sobreiro e medronheiro, e espécies emblemáticas como o lince-ibérico, além de contribuir para a mitigação da desertificação e redução do risco de incêndios.
Já no Estuário do Tejo, uma das zonas húmidas mais importantes da Europa, a ação vai centrar-se na proteção da biodiversidade marinha, com destaque para os cavalos-marinhos, recuperando habitats subaquáticos e criando estruturas seguras para reprodução na frente ribeirinha de Almada, uma área sob forte pressão humana.
A venda dos sacos solidários continuará até ao final de fevereiro, com o valor arrecadado nesta fase a ser direcionado para a área vencedora da votação. Para o Lidl, esta iniciativa reforça o pilar “Respeitar a Biodiversidade” da sua estratégia de sustentabilidade, promovendo a corresponsabilização dos consumidores no financiamento de projetos de restauro ambiental em Portugal.
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