DGS identifica excesso de mortalidade desde dezembro. Alto Minho regista aumento de óbitos no mesmo período

Portugal regista, desde o início de dezembro, um excesso de mortalidade de cerca de 22%, associado à epidemia de gripe sazonal e às temperaturas baixas, segundo uma análise preliminar da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Micaela Barbosa
13 Jan. 2026 2 mins

De acordo com o balanço das autoridades de saúde, este aumento apresenta um padrão compatível com a fase epidémica da gripe sazonal, com maior incidência nos grupos etários mais avançados, em particular na população com 85 e mais anos. A DGS refere ainda um aumento proporcional das mortes por doenças do aparelho respiratório e um ligeiro crescimento das mortes por doenças cardiovasculares e metabólicas, fenómeno frequentemente associado à exposição prolongada ao frio.

Os dados nacionais indicam que a proporção de óbitos por doenças respiratórias aumentou de 9,7% no início da época gripal, entre o final de setembro e o início de outubro, para 17% no final de dezembro. Segundo a DGS e o INSA, estes padrões são consistentes com o que historicamente se observa durante períodos de circulação intensa de vírus respiratórios e condições climáticas adversas, não havendo indícios de fatores extraordinários.

No distrito de Viana do Castelo, os dados do Sistema de Informação dos Certificados de Óbito (SICO) mostram um aumento do número de óbitos no final de 2025 e no início de 2026. Em dezembro de 2025, registaram-se 322 mortes no distrito, enquanto entre 1 e 13 de janeiro de 2026 foram contabilizados 159 óbitos, com alguns dias a ultrapassarem as 15 mortes diárias.

Os dados distritais não permitem identificar as causas de morte, nem estabelecer uma relação direta com a epidemia de gripe. No entanto, a evolução temporal coincide com o período em que, a nível nacional, a DGS identifica um excesso de mortalidade associado à circulação do vírus da gripe e ao impacto das temperaturas baixas.

A DGS tem reforçado a comunicação à população desde o início da atividade epidémica, recomendando a vacinação dos grupos de risco e a adoção de medidas de prevenção, como a etiqueta respiratória e a higiene frequente das mãos, num contexto de maior circulação de vírus respiratórios e temperaturas baixas persistentes.

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