O Município de Viana do Castelo, a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR Norte) vão investir 1,2 milhões de euros, no âmbito do Norte 2030, na criação do primeiro polo arqueológico do Alto Minho.
A infraestrutura ficará instalada no Parque Empresarial da Praia Norte, num espaço cedido pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, e pretende concentrar, preservar, estudar e valorizar o património arqueológico proveniente dos dez municípios da região.
O polo permitirá criar condições adequadas para o depósito, inventário, preservação, digitalização, gestão e acesso a espólios resultantes de intervenções arqueológicas, que atualmente se encontram dispersos por diferentes espaços e instituições.
Na apresentação do programa técnico do projeto, Miguel Costa, arqueólogo municipal, explicou que a criação deste equipamento parte da existência de “muito espólio disperso” resultante de “centenas e centenas de obras” realizadas no território. Segundo o responsável, estes materiais encontram-se atualmente na posse dos municípios e museus arqueológicos, mas “carecem de um espaço com as devidas condições que consiga concentrar” todo esse património.
A proposta para a criação do polo partiu da CCDR Norte, que a apresentou à CIM Alto Minho, com o objetivo de criar uma estrutura capaz de garantir melhores condições para a conservação e investigação do espólio arqueológico da região.
Para o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, o desafio passa agora por garantir que o equipamento seja concluído e entre em funcionamento com condições adequadas. “Quando assumimos o desafio de finalizar este polo para servir o Alto Minho, tínhamos consciência de que queríamos fazer com absoluta competência”, afirmou o edil.
O autarca sublinhou, ainda, que, depois da conclusão da obra, será necessário assegurar o seu funcionamento e cumprir o objetivo para o qual foi criado. A prioridade, acrescentou, é colocar o equipamento rapidamente ao proveito da população, para “ficar ao serviço dos alto-minhotos, do país, mas em particular da região Norte”. Segundo Luís Nobre, a obra deverá estar concluída antes de 2028.
Já António Barbosa, presidente da CIM Alto Minho, destacou a importância da cooperação entre os municípios e da criação de respostas para necessidades comuns: “É preciso olhar para os territórios de forma particular, perceber de que forma as comunidades intermunicipais podem ser também parceiras”, afirmou, defendendo que “os investimentos devem cobrir necessidades comuns dos territórios”.
O responsável reforçou, ainda, a abrangência regional do projeto: “Isto é o polo arqueológico do Alto Minho, o que significa que irá ser trabalhado aqui tudo aquilo que é a arqueologia do nosso território como um todo.”
Também Rui Costa, vice-presidente da CCDR Norte para a área do património, salientou a dimensão regional do equipamento, frisando que “os dez municípios vão beneficiar desta infraestrutura” e que o património assume uma “importância estratégica” no desenvolvimento das regiões.
“Isto é muito importante porque tem a ver com a identidade do território, com conhecer a história, as especificidades do território, perceber a importância no presente e perspetivar o legado que se deixa para as gerações seguintes”, afirmou Rui Costa.
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