O Alto Minho foi uma das regiões com maior número de veículos a circular sem inspeção obrigatória em 2025, segundo dados divulgados pela Guarda Nacional Republicana (GNR). Ao longo do ano, foram 72.770 veículos identificados em situação irregular em todo o país, uma média de cerca de 200 por dia.
No distrito de Viana do Castelo, foram registadas 3.450 infrações, o que coloca a região acima da média nacional em termos relativos, considerando a sua dimensão populacional. A maior concentração de veículos sem inspeção verifica-se, sobretudo, em áreas com tráfego mais intenso, mas a problemática afeta todo o território nacional.
A nível nacional, Porto (10.212) e Lisboa (8.117) lideram o ranking, concentrando cerca de 25% das infrações, enquanto o Eixo Norte, que inclui também Braga (6.725) e Aveiro (6.392), representa 32% do total. Apesar de menor em número absoluto, o Alto Minho destaca-se pelo peso relativo das infrações na região.
Segundo a GNR, a maioria dos veículos em situação irregular não realizou inspeções periódicas ou extraordinárias após acidentes ou avarias graves. “O estado do veículo é um fator determinante na segurança rodoviária e integra os critérios de gestão de risco da nossa fiscalização”, explica a força de segurança.
Até 23 de março de 2026, foram já detetados 17.073 veículos em situação irregular, incluindo casos no Alto Minho, confirmando que a tendência de incumprimento se mantém.
A GNR sublinha que a fiscalização não se limita à penalização, mas pretende também sensibilizar os condutores para a importância das inspeções periódicas. Para veículos ligeiros, a primeira inspeção deve ocorrer antes de quatro anos da matrícula, seguindo-se verificações regulares; para veículos pesados ou transportes públicos, a periodicidade varia entre anual e semestral, dependendo do tipo de veículo e da sua idade.
A força de segurança apela ainda a um comportamento responsável por parte dos condutores e reforça que veículos importados devem ser avaliados segundo a data da primeira matrícula no país de origem. “A fiscalização técnica é essencial para a circulação segura e para prevenir acidentes graves, especialmente em regiões com maior intensidade de tráfego, como o Alto Minho”, conclui a GNR.
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