A decisão da Xunta de Galicia de criar uma nova categoria para distinguir rotas culturais associadas ao Caminho de Santiago deverá reforçar a projeção turística de Castro Laboreiro, em Melgaço, o único território do Alto Minho diretamente atravessado por este itinerário histórico.
O Caminho Cultural de Santiago da Geira e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela, integra o grupo inicial de percursos a reconhecer ao abrigo da nova classificação, destinada a valorizar rotas com relevância patrimonial, cultural e territorial, ainda que não cumpram todos os critérios exigidos para o estatuto formal de Caminho de Santiago.
Segundo o Ministro da Cultura, Língua e Juventude da Galiza, José López Campos, a medida responde ao trabalho desenvolvido por municípios e associações na documentação e divulgação de percursos “com elevado valor cultural e identitário”, permitindo que passem a beneficiar de maior atenção por parte das administrações públicas.
Com 239 quilómetros, o Caminho da Geira inicia-se na Sé de Braga, atravessa vários concelhos do distrito de Braga, e entra na Galiza por Portela do Homem, voltando temporariamente a Portugal pela fronteira de Ameijoeira, em Castro Laboreiro, antes de seguir novamente para território galego.
O percurso distingue-se pela passagem por patrimónios únicos, como a Geira Romana e pela travessia da Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, onde se insere a paisagem montanhosa e rural de Castro Laboreiro.
Atualmente, o Caminho da Geira é o itinerário alternativo mais procurado entre os percursos não oficiais, com 757 compostelas atribuídas este ano. Desde 2016, estima-se que mais de 7.600 peregrinos tenham percorrido o trajeto até Santiago de Compostela.
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