Caminha: Bar de praia de Moledo dificilmente reabrirá após colapso do paredão

A reabertura do bar de praia de Moledo, no concelho de Caminha, é cada vez menos provável após o colapso do paredão junto ao qual estava instalado, na sequência das tempestades de inverno.

Notícias de Viana
8 Abr. 2026 2 mins
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Caminha Município

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) admitiu que o cenário é desfavorável, sublinhando os riscos ainda presentes na zona. “Todos vemos o risco em que está o apoio de praia. Vamos ver as condições no final, depois de passarem as intempéries todas… veremos. Mas penso que dificilmente haverá condições para reabrir”, afirmou Pimenta Machado, à margem de uma visita às obras no local.

O paredão de Moledo entrou em risco de derrocada no início de fevereiro, acabando por ruir já em março, depois de vários episódios de forte agitação marítima. A força do mar destruiu parte da estrutura de proteção costeira e levou também uma zona da esplanada do bar, tendo ainda ameaçado um farolim de apoio à navegação.

Está em curso uma intervenção de emergência para estabilizar o paredão, com um custo de cerca de 150 mil euros e um prazo de execução de aproximadamente um mês. O objetivo é garantir condições mínimas de segurança durante a próxima época balnear. “O que está aqui em causa é uma intervenção de emergência para criar condições de segurança”, explicou o responsável.

Apesar da obra em curso, o futuro do apoio de praia permanece incerto. A decisão final sobre a sua eventual reabertura deverá ser tomada no final de abril, após avaliação das condições no terreno.

A APA prevê ainda uma intervenção mais estrutural na praia de Moledo, a avançar depois da época balnear, com um investimento estimado entre três e quatro milhões de euros. “Vamos também fazer sondagens a todo o muro a sul, para ver em que condições está e ter um bom diagnóstico e um bom projeto”, indicou Pimenta Machado, acrescentando que já existem fundos comunitários disponíveis para essa operação.

Entretanto, o areal tem vindo a recuperar parcialmente, com o mar a repor cerca de um metro de areia. Ainda assim, a situação continua a ser monitorizada para avaliar a necessidade de reforço antes do verão.

c/ Lusa

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