O novo bloco de partos da maternidade do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, cuja abertura estava prevista para dezembro, deverá começar a funcionar apenas dentro de cerca de 90 dias. O atraso deve-se à necessidade de concluir trabalhos técnicos considerados essenciais para garantir a segurança e o pleno funcionamento da unidade.
A administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) explicou que, durante a primeira fase da obra, foi necessário prolongar o calendário inicialmente definido. Em causa estão acabamentos técnicos finais, ensaios e testes funcionais obrigatórios de vários sistemas, incluindo redes técnicas, equipamentos, sistemas de segurança e a infraestrutura informática.
Segundo a ULSAM, a reinstalação e a validação completa dos sistemas informáticos são indispensáveis para o correto funcionamento dos sistemas clínicos e de informação. A administração sublinha, ainda, que as fases finais de uma obra desta natureza são “críticas”, tendo em conta a elevada exigência técnica e clínica de um bloco de partos. “O novo bloco de partos só entrará em funcionamento quando estiverem reunidas todas as condições técnicas, funcionais e de segurança exigidas”, reforça a unidade de saúde, acrescentando que a abertura ocorrerá apenas após a conclusão de todos os testes e do apetrechamento com alguns equipamentos.
O investimento total da empreitada ascende a 2,66 milhões de euros, acrescidos de IVA. A obra teve início em novembro de 2024 e está a ser realizada em duas fases, de forma a não implicar a desocupação do serviço.
A requalificação do bloco de partos é financiada pelo Programa de Incentivo Financeiro à Qualificação dos Blocos de Parto do Serviço Nacional de Saúde. A Câmara Municipal de Viana do Castelo contribuiu com um apoio de 100 mil euros para viabilizar o arranque da obra.
c/ Lusa
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