A Unidade Móvel de Saúde (UMS) de Viana do Castelo já realizou 17.553 atendimentos em 24 freguesias do concelho desde que entrou em funcionamento, em dezembro de 2020. Só em 2025, o serviço registou 4.190 atendimentos, consolidando-se como um complemento aos cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, sobretudo junto da população idosa.
O projeto resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Viana do Castelo e a Cruz Vermelha Portuguesa – Centro Humanitário do Alto Minho e continuará em funcionamento ao longo de 2026, após aprovação unânime, em reunião ordinária do executivo municipal, da renovação do apoio financeiro mensal de 5.000 euros.
A proposta foi apresentada pelo vereador da Promoção da Saúde, Ricardo Rego, e prevê a manutenção da equipa multidisciplinar afeta à Unidade Móvel de Saúde entre janeiro e dezembro de 2026.
A carrinha percorre as freguesias do concelho de segunda a sexta-feira, de acordo com uma calendarização anual, assegurando uma resposta direta na prestação de cuidados de saúde primários à população em geral e, em particular, a idosos na sua área de residência. Em 2025, o serviço esteve presente em freguesias como Afife, Areosa, Cardielos, Carreço, Carvoeiro, Chafé, Deão, Mazarefes, Meixedo, Montaria, Mujães, Nogueira, Outeiro, Perre, Vila Fria, Vila Nova de Anha, Vila de Punhe e Vilar de Murteda, entre outras.
A Unidade Móvel de Saúde presta cuidados de enfermagem, ações de promoção e educação para a saúde, rastreios, análises clínicas e acompanhamento em clínica geral, encaminhando os utentes para cuidados diferenciados sempre que necessário. Desde maio de 2023, integra também um Balcão SNS 24 móvel, permitindo o acesso facilitado a serviços digitais de saúde, particularmente relevante em contextos de menor literacia digital.
De acordo com o município, a UMS tem como missão complementar apoiar e valorizar os recursos locais de saúde, promovendo a equidade no acesso aos cuidados, a prevenção da doença e o reforço da rede de cuidados de proximidade, em linha com as orientações da Organização Mundial da Saúde.
O protocolo de cooperação entre a autarquia e a Cruz Vermelha prevê ainda uma vertente social, através de ações de voluntariado de proximidade, com o objetivo de combater o isolamento e a solidão, sobretudo junto da população mais envelhecida do concelho.
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