OLAMUR em Viana do Castelo reforça cooperação europeia e aponta caminhos para economia azul sustentável

A cidade de Viana do Castelo acolheu um encontro internacional do projeto OLAMUR, que reúne parceiros e especialistas de vários países europeus para discutir o desenvolvimento da economia do mar e soluções de aquacultura sustentável em ambiente offshore.

Micaela Barbosa
13 Mar. 2026 3 mins

O Olamur Consortium Meeting juntou investigadores, representantes institucionais, empresas e outros stakeholders ligados ao setor marítimo. O encontro incluiu visitas técnicas a iniciativas de aquacultura na região de Vigo e à empresa Ocean Winds, antes da sessão de trabalho realizada em Viana do Castelo.

Na abertura do encontro, o presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, destacou a importância de iniciativas internacionais deste tipo para o desenvolvimento da economia azul na região. 

Segundo o autarca, estes encontros contribuem para “reforçar a cooperação e o acesso a conhecimento especializado”, permitindo “conhecer e obter informação plena de quem está mais avançado nestas áreas para encontrar soluções”.

O projeto OLAMUR (Offshore Low-trophic Aquaculture in Multi-Use Scenario Realisation) é financiado pela União Europeia no âmbito do programa Horizon Europe e decorre entre 2023 e 2026. A iniciativa reúne 25 parceiros de oito países europeus e é coordenada pelo Havforskningsinstituttet.

O consórcio integra pequenas e médias empresas, universidades, institutos de investigação, organizações não governamentais e parceiros industriais, com competências que vão da ciência ambiental à robótica, meteorologia, energia eólica e aquacultura.

Entre os objetivos do projeto está a demonstração de soluções comerciais sustentáveis de aquacultura de baixo nível trófico, como o cultivo de algas e bivalves, em áreas marítimas partilhadas com outras atividades, nomeadamente parques eólicos offshore.

Este modelo de utilização múltipla do espaço marítimo procura aumentar a produção alimentar marinha e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental e otimizar o uso das infraestruturas energéticas no mar.

Portugal integra a iniciativa como Região Associada através do projeto Low-Trophic Aquaculture and Wind Synergies (LowAWind), que analisa a viabilidade da combinação entre aquacultura de baixo nível trófico e energia eólica offshore flutuante na costa noroeste do país.

O estudo utiliza como referência o parque WindFloat Atlantic, um dos projetos pioneiros de energia eólica flutuante na Europa.

Entre os objetivos do trabalho estão a avaliação das condições técnicas, ambientais, económicas e regulamentares para sistemas offshore multiusos, bem como o envolvimento das comunidades locais e das cadeias de abastecimento regionais.

Além de Portugal, participam no projeto regiões associadas de Espanha, Irlanda, Bulgária e Turquia, que contribuem com conhecimento local para apoiar o desenvolvimento de soluções sustentáveis ligadas à economia do mar.

Tags Economia

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