No rescaldo de uma semana dedicada à vida consagrada, durante a qual o território sofreu com uma tempestade que “varreu” o que encontrou sem dó, nem piedade, e outras tantas tempestades, vieram juntar-se, um eco se fez presente.
Este eco, bailava e ressoava: onde estás profecia? Onde está a profecia da vida consagrada?
E, não perguntava a ninguém de modo concreto, simplesmente ecoava ao som do vento!
Certamente com o desejo de ser voz, mesmo no silêncio, diante de tanto ruído. E, claro, por dentro, o convite a silenciar o vento que soprava forte, a chuva que não dava, e parece não dar, tréguas…
Será que ainda deixamos espaço ao tempo para escutarmos a voz de Deus?
Ele, continua, hoje, a dizer-Se, ainda que não haja espaço, em nós, para O acolher escutando…
Mas afinal que e quem anunciamos?
Podemos aproveitar para abrir alguma fresta… quem sabe se, por aí, a luz pode passar e, até desse modo, podermos escutar o Senhor do tempo…
“Odres novos”… Como é que se começa a desenhar um tempo novo?
Como é que podemos deixar-nos transformar?
Deixar-nos converter, porque encontrados por Deus que continua a tomar a iniciativa nas nossas vidas!
E, como o vento também corre veloz… corramos, passo a passo, deixando-nos encontrar por Quem deu a vida por todos e cada um de nós.
Há tempo, há esperança, há tantas oportunidades para nascermos como irmãos!
Hoje continua viva a oportunidade de transformação…
Viver ao sabor da Palavra, ao calor da Eucaristia.
Quem dera, uns e outros, redescobríssemos o segredo da Vida Nova!
E, se calhar, uns e outros, encontraríamos o segredo dos “odres novos”…
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