Fecho da Cineplace deixa Viana sem cinema. Autarquia procura soluções

Viana do Castelo ficou sem salas de cinema comercial. A Cineplace, exibidora que operava no Estação Viana Shopping desde 2013, anunciou o encerramento das quatro salas que explorava, numa decisão que a administração do centro comercial descreve como “alheia à gestão e estratégia” do espaço.

Notícias de Viana
27 Jan. 2026 2 mins

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, revelou que já tinha manifestado disponibilidade para apoiar a manutenção de parte das salas. “Assumiram que não tinham condições para manter as salas de cinema em funcionamento. Solicitei informações sobre os custos de aluguer de uma ou duas salas que a autarquia estaria disposta a suportar para manter a exibição de filmes”, afirmou o autarca, acrescentando: “Não fazia sentido fechar para depois reabrir caso a câmara assumisse os custos de funcionamento.”

O encerramento em Viana acontece pouco tempo depois da exibidora ter fechado salas em outros centros comerciais, incluindo a Guarda, as Caldas da Rainha e Leiria. No LeiriaShopping, sete salas deixaram de funcionar, interrompendo cerca de 15 anos de exibição regular no complexo. Segundo a administração do centro, “o futuro das salas de cinema passará sempre por assegurar a oferta mais diversificada possível aos visitantes e à comunidade de Leiria”.

Em Portugal, a Cineplace é a segunda maior rede de exibição comercial, atrás da NOS Lusomundo Cinemas. Em 2025, a empresa operava 62 salas em 12 complexos, tendo encerrado recentemente cinemas no Algarve, no Funchal e no Seixal. A Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) confirmou que o Ministério da Cultura autorizou pedidos de desafetação das salas no Estação Viana Shopping e que estão em análise alterações de afetação em salas em Braga.

O panorama da exibição de cinema comercial tem sofrido alterações significativas nos últimos meses, com fechamentos também de salas da NOS Lusomundo Cinemas. 

Em reação a este cenário, a ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, anunciou a criação de um grupo de trabalho que analisará o histórico dos últimos três anos sobre pedidos de desafetação, com conclusões previstas para o primeiro trimestre de 2026.

Para a Câmara de Viana, a perda das salas de cinema não é apenas um problema de lazer. “O cinema é também cultura, é um espaço de encontro para a comunidade. Estamos disponíveis para avaliar todas as soluções que permitam manter alguma exibição de filmes na cidade”, sublinhou Luís Nobre.

c/ Lusa

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