A WestSea – Estaleiros Navais anunciou o início da construção do primeiro de seis Navios Patrulha Oceânicos (NPO) para a Marinha Portuguesa. Na cerimónia de corte da chapa, o presidente do grupo Martifer, Carlos Martins, afirmou que o futuro dos estaleiros de Viana do Castelo “é promissor”, por ter uma carteira de encomendas “sólida” para os próximos anos.
A cerimónia foi presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, que destacou que a “nova geração de NPO vai colocar a Marinha Portuguesa na vanguarda do seu destino e vocação” e realçou que os navios “são portugueses da proa à popa”. “São navios totalmente projetados em Portugal, serão construídos em estaleiros nacionais, por portugueses, e terão o envolvimento da base tecnológica industrial da defesa nacional”, disse.
Com um preço unitário de 48,2 milhões, para Nuno Melo os seis NPO representam “um investimento virtuoso e necessário” e “um compromisso do Governo com a necessidade de renovação dos meios navais e com a prontidão da Marinha”. “Falamos de uma oportunidade que irá catalisar o desenvolvimento tecnológico, gerar conhecimento, assegurar empregos que queremos que sejam cada vez mais, mas altamente especializados, impulsionando o ‘cluster’ das indústrias do mar e da economia azul, gerando valor e riqueza para a economia nacional”.
Em comunicado, a Marinha Portuguesa refere que os novos navios vão ser utilizados em atividades de natureza militar, como a guerra de minas, a projeção de força, a vigilância submarina e o apoio a operações especiais, e incluem uma melhoria dos sistemas de comando e controlo, vigilância e comunicações militares, assim como capacidade de defesa própria.
Nas missões e tarefas de natureza não militar, vão ser usados na busca e salvamento marítimo, na fiscalização da pesca, ou no apoio ao combate a atividades ilegais.
Já o “chairman” da Martifer, Carlos Martins, destacou o avanço tecnológico relativamente aos últimos quatro navios que também foram construídos em Viana do Castelo, garantindo que “são capazes de responder aos novos requisitos de uma Marinha moderna que responde às solicitações mais diversas”. “Na recuperação naval, temos os anos de 2025 e 2026 completamente tomados. Na área da construção, acabamos de entregar um novo navio, na semana passada e temos mais 11 navios para construir”, afirmou.
O responsável realçou, ainda, que, na “última década, os estaleiros da WestSea repararam mais de 500 navios de médio porte, maioritariamente para clientes internacionais, e que construíram 19 novos navios, sobretudo navios-cruzeiro para os rios, mas também para os oceanos”.
Onze anos depois da atribuição da concessão dos estaleiros de Viana do Castelo à Martifer, foram investidos “mais de 60 milhões de euros na reabilitação dos estaleiros com mais 60 anos, desde edifícios a docas e equipamentos”. “Este estaleiro recuperou a capacidade de construção de navios de médio porte em Portugal”, garantiu, agradecendo à Marinha Portuguesa e ao empresário Mário Ferreira.
No evento estiveram ainda presentes o Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Vice-almirante Aníbal Soares Ribeiro, o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, do Chairman do Grupo Martifer, Carlos Martins, entre outras entidades.
A construção dos seis NPO para a Marinha portuguesa, por um valor global próximo de 300 milhões de euros, foi adjudicada à sociedade WestSea – Estaleiros Navais, detida a 100% pelo grupo Martifer.
A conclusão do processo de aquisição dos NPO para substituir as antigas corvetas da Marinha está prevista para 2031.
c/Lusa
Fotografia: Marinha Portuguesa
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