Subiu para 23 o número de pessoas retiradas das suas habitações em Ponte da Barca, na sequência de vários deslizamentos de terras registados na terça-feira. As autoridades admitem que não há, para já, condições de segurança que permitam o regresso às casas.
O primeiro deslizamento ocorreu na União de Freguesias de Crasto, Ruivos e Grovelas, destruindo parcialmente uma habitação e soterrando um veículo ligeiro. Inicialmente foram retiradas sete pessoas, mas o número aumentou para 20 por precaução, uma vez que outras casas se encontram no alinhamento da massa de terra deslocada.
No mesmo dia, durante a tarde, um novo deslizamento foi registado na freguesia de Nogueira. A derrocada atingiu uma casa devoluta, que ficou bastante danificada, e ameaçou uma segunda habitação, levando à retirada de três residentes.
Segundo o 2º comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, João Vieira, os trabalhos de avaliação das estruturas afetadas estão suspensos devido à instabilidade dos terrenos. “Ainda há muita água nos solos e continuam a ocorrer deslizamentos. Não estão reunidas condições de segurança para permitir o regresso das pessoas”, explicou.
Os desalojados foram encaminhados para a sede de uma associação local e, caso seja necessário pernoitar fora, poderão recorrer a familiares ou a soluções articuladas com o serviço municipal de proteção civil.
No terreno estiveram mobilizados dezenas de operacionais, incluindo bombeiros, GNR, sapadores florestais e elementos da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS).
A situação em Ponte da Barca insere-se num quadro mais amplo de instabilidade meteorológica que tem afetado várias regiões do país desde o final de janeiro.
c/ Lusa
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