Nos últimos dias, assistimos a uma onda de partilhas, nas redes sociais, de um vídeo que continha a gravação de uma chamada telefónica feita por um menino, o Rodrigo, para o 112, quando a sua mãe perdeu a consciência. Com apenas 9 anos, o Rodrigo conseguiu dar todas as informações essenciais para que a ajuda médica chegasse rápido e a história terminasse com um final feliz.
Infelizmente, muitos de nós, quando nos deparamos com situações de grande tensão e ansiedade, não conseguimos manter a calma, pensar, e reagir da forma como gostaríamos. Mas se conhecermos bem todos os passos, se soubermos o que é essencial fazermos, torna-se mais fácil. Por isso, este mês é Chamado ao Consultório para perceber como deve proceder caso se depare com uma emergência.
Em primeiro lugar, sempre que se deparar com uma emergência, seja ela qual for, verifique se tem condições de segurança para avançar e aproximar-se do local. Não irá conseguir ajudar, se também se tornar uma vítima. Por isso, aproxime-se, apenas, se tiver condições de segurança. Caso não tenha, mantenha-se à distância enquanto chama ajuda.
O 112 é o Número Europeu de Emergência para onde deve ligar sempre que estive perante uma emergência, seja ela do âmbito da saúde ou não, como sejam os incêndios ou assaltos. A chamada para este número é gratuita e funciona em qualquer parte do país. Assim que efetuar a chamada, esta será atendida por um agente da PSP ou GNR. Caso a sua emergência seja médica, esta deve ser a primeira coisa a transmitir à pessoa com quem está a falar. Tendo essa informação, ela irá encaminhar a sua chamada para o CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes).
Quando estiver a falar com o operador do CODU, há algumas informações que são essenciais que consiga dar, a saber: qual é a situação que está em causa, se é uma doença, um acidente, um parto, etc.; o número de telefone do qual está a ligar; a localização exata e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência; o número, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro; as queixas principais e as alterações que observa; a existência de qualquer situação que exija outros meios para o local, como, por exemplo, libertação de gases ou perigo de incêndio.
Mais importante do que saber de cor o que deve dizer, é tentar manter a calma e responder ao que o operador do CODU lhe perguntar. Ele irá sempre ajudá-lo e dar-lhe todas as orientações necessárias. Ouça com atenção e nunca desligue a chamada antes de lhe darem essa indicação.
Saber pedir ajuda pode fazer a diferença entre salvar ou não uma vida. Mas lembre-se, também, que só deve contactar o 112 em caso de verdadeira emergência. As chamadas desnecessárias sobrecarregam o sistema, pondo em perigo a vida daqueles que realmente precisam de ajuda imediata.
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