Várias capelas do Alto Minho foram alvo de tentativas de assalto e furtos, registando-se danos materiais e, em alguns casos, o furto de esmolas. Os episódios ocorreram em Lanhelas e Moledo (Caminha) e em Gondarém (Vila Nova de Cerveira), mobilizando as autoridades locais e alertando as comunidades para a necessidade de vigilância. A Guarda Nacional Republicana (GNR) confirmou o registo de sete ocorrências em três dias em vários concelhos do distrito de Viana do Castelo.
Em Lanhelas, a Capela de Nossa Senhora da Graça sofreu uma tentativa de assalto, segundo a Junta de Freguesia local. O incidente provocou apenas danos materiais, com a porta parcialmente destruída, sem que fossem furtadas esmolas ou outros bens, e o interior do edifício religioso não foi vandalizado.
O Pároco, Pe. João Martinho, revelou ao Notícias de Viana que também a Capela de S. Sebastião, na aldeia, foi alvo de tentativa de assalto. “Conseguiram abrir a porta, mas não estragaram nada e não levaram qualquer objeto”, contou.
Em Moledo, a Capela de Nossa Senhora ao Pé da Cruz foi assaltada: “Arrombaram a porta lateral e levaram o dinheiro que estaria no lampadário e na caixa de esmolas da porta principal”, informou a Mordomia 25/26.
Já em Gondarém, a Capela de São Sebastião sofreu danos nos postigos e nas caixas de esmolas, embora os assaltantes não tenham conseguido entrar. Na mesma noite, foram também vandalizadas as Alminhas do Mirante e as Alminhas da Igreja, segundo a comissão de festas de S. Sebastião.
O Comando Territorial de Viana do Castelo da GNR revelou que, entre os dias 5 e 8, foram registados sete assaltos a igrejas e capelas nos concelhos de Viana do Castelo, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Caminha e Vila Nova de Cerveira.
Segundo a GNR, os furtos começaram no dia 5, em Paredes de Coura. No dia 8 ocorreu novo caso e, na quarta-feira, foram registadas mais cinco ocorrências: duas no concelho de Viana do Castelo, duas em Caminha e uma em Vila Nova de Cerveira. Até ao momento, está confirmado o furto de duas caixas de esmolas nas ocorrências registadas no dia 11, no concelho de Caminha.
A GN adiantou que se encontra a desenvolver diligências no âmbito das investigações em curso, nomeadamente recolha e análise de indícios e verificação de eventuais ligações entre as ocorrências, acrescentando que estão a ser reforçadas as ações de patrulhamento preventivo junto de locais de culto e património religioso, com o objetivo de dissuadir a prática deste tipo de ilícitos e reforçar o sentimento de segurança das comunidades locais. “Até à presente data, não foi ainda identificado qualquer suspeito”, indicou.
A Junta de Freguesia de Lanhelas lamenta que “indivíduos de mau íntimo se aproveitem das condições de mau tempo e da menor circulação de pessoas para praticar estes atos condenáveis” e repudia veementemente este tipo de comportamento, que atenta contra o património coletivo, a fé e a identidade da comunidade.
A Junta apela ainda à população para que, perante qualquer movimentação suspeita, contacte de imediato as autoridades, contribuindo, assim, para a proteção de espaços e bens comuns.
(notícia atualizada a 13-02-2026)
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