Caminha: PS questiona Governo sobre risco de queda de árvores em Lanhelas. Executivo Municipal acusa “aproveitamento político” e garante intervenção em curso

Numa pergunta dirigida à Ministra do Ambiente e Energia, cuja primeira subscritora é a deputada eleita por Viana do Castelo Marina Gonçalves, os parlamentares querem saber “que diligências, conjunturais e estruturais, foram tomadas” desde que a situação foi sinalizada, para “salvaguardar a segurança de pessoas e bens”.

Micaela Barbosa
12 Fev. 2026 3 mins

Em causa estão vários choupos de grande porte localizados junto ao rio Minho que, segundo o grupo parlamentar do PS, apresentam, “há já vários anos, evidentes sinais de instabilidade”, e colocam em risco “pessoas e viaturas que, diariamente, utilizam aquela zona para efeitos lúdicos e profissionais”.

Os deputados referem que, “apesar dos vários alertas quanto à instabilidade destes choupos, nada foi feito de forma estrutural e que a situação de insegurança se mantém”.

O tema ganhou nova atualidade depois de, na passada semana, “na sequência de um quadro climático adverso”, ter caído, na via pública, “mais um choupo híbrido de grande porte”, pouco depois de dois veículos terem passado no local, “que, só por acaso, não sofreram danos”.

No requerimento enviado ao Ministério do Ambiente, os socialistas consideram que está em causa “a falta de planeamento e consequente prevenção e atuação por parte da APA, responsável por estes choupos”, defendendo que, para além de medidas excecionais em períodos de maior instabilidade meteorológica, sejam encontradas “soluções estruturais” que resolvam, “permanentemente, uma situação que existe há, pelo menos, quatro anos”.

Os deputados questionam, ainda, se o Governo prevê um calendário para a resolução do problema e se está a ser equacionada “a possibilidade de disponibilizar meios para que a intervenção seja promovida de forma mais célere pelas entidades públicas locais, através da respetiva delegação de competências”.

Em reação, a coligação O Concelho em Primeiro, que governa o município, reforçou que a segurança das populações é uma prioridade. Numa nota de imprensa, o executivo sublinha que o problema “não nasceu ontem” e que, apesar de ter sido identificado há mais de quatro anos, “apenas agora surge a súbita urgência política” por parte do PS.

A coligação afirma que, desde a semana passada, tem estado em “articulação direta com a Agência Portuguesa do Ambiente e com a Junta de Freguesia de Lanhelas” para tratar da situação. Na reunião de Câmara de 4 de fevereiro, a presidente Liliana Silva e o vereador Carlos Castro informaram publicamente que o processo está a ser acompanhado pela Câmara Municipal em estreita colaboração com as entidades competentes. “Quem acompanha a vida autárquica sabe-o. Quem prefere encenações públicas talvez não tenha dado por isso”, lê-se.

O comunicado critica ainda o que considera um “aproveitamento político” e sublinha que “este tipo de atuação pouco acrescenta ao concelho”, enfatizando que o foco do executivo é “resolver problemas em vez de os explorar” e “trabalhar todos os dias para melhorar as condições de vida, garantir a segurança e reforçar o bem-estar da população”.

(notícia atualizada a 13-02-2026)

Tags Política

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