Bienal de Cerveira garante 240 mil euros para dois projetos de arte contemporânea

Dois projetos promovidos pela Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) receberam financiamento de 240 mil euros no âmbito do Programa de Apoio a Projetos da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), gerido pela Direção-Geral das Artes (DGArtes).

Micaela Barbosa
11 Mar. 2026 3 mins

O montante será dividido igualmente entre as iniciativas “Religar” e “Formas de Estar”, que vão ser desenvolvidas entre 2026 e 2028, consolidando o papel da FBAC como promotora de projetos artísticos de relevância nacional e colaborativa.

O projeto “Religar”, apoiado com 120 mil euros, será liderado pela FBAC em parceria com a Córtexcult – Associação Cultural e a Câmara Municipal de Loulé, envolvendo artistas, artesãos, curadores e comunidades de Vila Nova de Cerveira, Arraiolos e Loulé, estabelecendo ainda uma ligação transfronteiriça com a Galiza. 

Segundo a fundação, a iniciativa pretende “articular investigação, produção, mediação e circulação artística através de residências, oficinas e apresentações públicas, com o objetivo de revitalizar ofícios tradicionais e promover o diálogo entre territórios e comunidades”. 

A fase final, prevista para outubro de 2027 e março de 2028, incluirá a produção de obras inéditas, a edição de um catálogo bilingue e a realização de um documentário.

Já o projeto “Formas de Estar”, igualmente financiado com 120 mil euros, propõe-se repensar o papel dos museus e das instituições culturais enquanto espaços de imaginação coletiva, com a realização de 106 atividades em parceria com o município de Castelo Branco, a FBAC, a Fundação CGD – Culturgest, o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado e o Centro de Artes de Sines. Estruturado em três eixos – hospitalidade radical, museu como arena pública e curadoria participada –, o projeto aposta em modelos de coprogramação, mediação transversal e circulação híbrida de obras e artistas, promovendo uma “ecologia institucional inovadora”, destaca a fundação.

Para Rui Teixeira, presidente da FBAC, o apoio financeiro da DGArtes “representa um reconhecimento do trabalho da FBAC na criação e colaboração em iniciativas que unem a arte contemporânea, territórios e pessoas, em parceria com instituições e agentes culturais de reconhecido relevo no panorama nacional”. 

Segundo o responsável, a integração da FBAC na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea fortalece a circulação de artistas, obras e conhecimento, estimulando redes de criação e mediação em Portugal.

Recentemente, a DGArtes anunciou que o segundo programa de apoio da RPAC, com uma dotação total de dois milhões de euros, financiará 19 projetos de 36 entidades, estando agora na fase de audiência de interessados antes da divulgação dos resultados finais.

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