António José Seguro venceu em todos os concelhos do distrito de Viana do Castelo na segunda volta das eleições presidenciais, com 64,68% dos votos, contra 35,32% de André Ventura, confirmando uma vitória clara no Alto Minho. Apesar do domínio territorial de Seguro, os resultados freguesia a freguesia mostram que o candidato do Chega voltou a concentrar votações relevantes em pontos específicos do distrito, onde chegou a vencer em oito freguesias e a empatar noutra.
No conjunto do distrito, Seguro foi o candidato mais votado em todos os 10 municípios, com resultados acima dos 60% em nove deles. As percentagens mais elevadas registaram-se em Melgaço (69,18%), Viana do Castelo (67,56%), Ponte da Barca (66,64%), Paredes de Coura (66,29%) e Caminha (66,11%). Seguem-se Arcos de Valdevez (65,27%), Ponte de Lima (61,57%), Vila Nova de Cerveira (61,28%), Monção (61,22%) e Valença (54,58%), este último o concelho onde André Ventura obteve o seu melhor resultado no distrito.
Em Valença, Ventura alcançou 45,42% dos votos, ficando a menos de dez pontos percentuais de Seguro. Foi também neste concelho que venceu em três freguesias: Cerdal e as uniões de freguesias de Gondomil e Sanfins e de São Julião e Silva. Ainda assim, o resultado global não foi suficiente para inverter a vitória concelhia de Seguro.
No concelho de Monção, Ventura venceu em três freguesias — Pinheiros, Moreira e Barrocas e Taias — mas perdeu no agregado municipal. Em Ponte da Barca, venceu em Lindoso e Sampriz, enquanto Seguro garantiu a vitória concelhia.
Em Ponte de Lima, registou-se um empate na União de Freguesias de Bárrio e Cepões, num concelho igualmente ganho por Seguro. Nos restantes municípios do distrito — Viana do Castelo, Caminha, Paredes de Coura, Arcos de Valdevez, Vila Nova de Cerveira e Melgaço — não houve freguesias ganhas por André Ventura.
Com exceção de Valença, André Ventura ficou, em regra, entre os 30% e os 40% dos votos no distrito, confirmando um patamar eleitoral estável no Alto Minho, mas insuficiente para disputar a vitória concelhia. Seguro beneficiou de uma forte convergência de votos em relação à primeira volta, em que tinha obtido 28,67% no distrito.
A nível nacional, António José Seguro foi eleito Presidente da República com o maior número de votos alguma vez registado em eleições presidenciais, ultrapassando o anterior máximo alcançado por Mário Soares. No discurso de vitória, afirmou que será um chefe de Estado “de todos os portugueses”, prometendo exercer o mandato “sem amarras” e com exigência institucional. André Ventura reconheceu a derrota, sublinhando ainda assim o que classificou como o melhor resultado de sempre do Chega em eleições nacionais.
A participação eleitoral desceu em relação à primeira volta, mas menos do que era antecipado, num contexto marcado por condições meteorológicas adversas e pela perceção de um resultado previsível.
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