António José Seguro tomou posse como XXI Presidente da República, numa cerimónia realizada na Assembleia da República marcada por apelos à estabilidade política, à cooperação entre partidos e à defesa da democracia num contexto internacional que classificou como “de ruturas profundas”.
Perante deputados, convidados estrangeiros e antigos chefes de Estado, António José Seguro prestou juramento com a mão direita sobre a Constituição, seguindo-se a execução do hino nacional acompanhada por uma salva de 21 tiros de artilharia.
No discurso de tomada de posse, o novo Presidente defendeu que “Portugal precisa de estabilidade governativa e de compromissos duradouros entre partidos para enfrentar problemas estruturais do país”. “Falemos claro: nenhum destes desafios se resolve com improvisação ou com metas dirigidas exclusivamente para um calendário eleitoral de egoísta conveniência”, afirmou, considerando que o país deve aproveitar o novo ciclo de três anos sem eleições nacionais para promover reformas estruturais.
António José Seguro mostrou também a intenção de evitar crises políticas que conduzam a dissoluções do Parlamento, sublinhando que a rejeição de um Orçamento do Estado não deve significar automaticamente eleições antecipadas. “O país ganha quando os partidos políticos conseguem convergir no essencial”, afirmou, defendendo acordos alargados em áreas como saúde, habitação, justiça e rejuvenescimento demográfico.
Antes, no início da intervenção, o novo chefe de Estado deixou uma palavra de agradecimento ao seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, destacando a sua “dedicação a Portugal” durante os dez anos de mandato e anunciando que o condecorará com o Grande-Colar da Ordem da Liberdade.
Na cerimónia, estiveram presentes vários líderes internacionais, incluindo o rei de Espanha, Felipe VI, e os presidentes de países lusófonos como João Lourenço, Carlos Vila Nova, José Maria Neves, José Ramos-Horta e Daniel Chapo.
Vários autarcas do Alto Minho estiveram também presentes na cerimónia, numa receção oficial que reuniu diversas figuras da vida política, institucional, académica e empresarial do país.
Entre os autarcas presentes estiveram Tiago Cunha, presidente da Câmara de Paredes de Coura; Rui Teixeira, de Vila Nova de Cerveira; António Barbosa, de Monção; Augusto Marinho, de Ponte da Barca; Olegário Gonçalves, de Arcos de Valdevez; Vasco Ferraz, de Ponte de Lima; e José Manuel Carpinteira, de Valença.
No plano internacional, António José Seguro alertou para o agravamento das tensões geopolíticas e para o enfraquecimento da ordem internacional baseada em regras. “A guerra regressou à Europa” e “a paz é hoje mais frágil do que ontem”, afirmou.
O novo Presidente defendeu ainda um reforço da integração europeia e da cooperação internacional, sublinhando que Portugal continuará empenhado em organizações como a United Nations, a NATO, a Community of Portuguese Language Countries e a European Union.
Na parte final do discurso, António José Seguro deixou uma mensagem de esperança aos portugueses, apelando à mobilização nacional para enfrentar os desafios económicos e sociais. “Portugal tem recursos e tem talento. Mas, acima de tudo, tem a capacidade de definir o seu futuro”, concluiu.
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