A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho distribuiu cerca de 200 mil euros em equipamentos destinados a reforçar a capacidade operacional da proteção civil e dos corpos de bombeiros da região, num contexto em que responsáveis admitem que os riscos associados a fenómenos extremos estão a intensificar-se.
A entrega decorreu em Vila Praia de Âncora e incluiu meios como uma unidade autónoma para enchimento de cilindros de ar respirável, monitores interativos operacionais, tablets de uso tático e rádios portáteis SIRESP, segundo informação divulgada em comunicado.
Em causa está um investimento financiado por fundos europeus, no âmbito dos projetos ATEMPO, integrado no programa de cooperação transfronteiriça Interreg Espanha-Portugal, e ReforçAM, apoiado pelo Programa Regional do Norte 2021-2027.
De acordo com CIM do Alto Minho, os novos equipamentos visam “melhorar a resposta em situações de emergência, reforçar a coordenação entre entidades e aumentar a eficácia da atuação no terreno, numa região cada vez mais exposta aos efeitos das alterações climáticas”.
O presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa, defende que “o mapa de risco mudou”, exigindo respostas mais integradas e assentes em conhecimento técnico e científico. A leitura é partilhada por entidades regionais, que têm vindo a sublinhar “a necessidade de adaptação dos sistemas de proteção civil a novos padrões de ocorrência de fenómenos extremos”.
Já o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, Pedro Machado, destacou o papel dos fundos europeus na operacionalização destas medidas, afirmando que este tipo de investimento permite transformar financiamento em “soluções concretas e imediatamente aplicáveis no terreno”.
Segundo a CCDR-N, só no âmbito do programa NORTE 2030, já foram aprovadas candidaturas no Alto Minho que ultrapassam os 3,6 milhões de euros, destinadas ao reforço de meios e à modernização da coordenação operacional.
A iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla de reforço da resiliência territorial, num momento em que o debate sobre a capacidade de resposta da proteção civil ganha relevância, não apenas pela frequência de eventos extremos, mas também pelos desafios persistentes ao nível da valorização e retenção de recursos humanos no setor.
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