Após os estragos causados pela depressão Kristin em dezenas de igrejas e edifícios eclesiais em Portugal, algumas empresas e entidades especializadas já se disponibilizaram a colaborar na recuperação do património religioso. Entre elas está o Atelier Samthiago, de Viana do Castelo, assim como o Centro de Conservação e Restauro da Diocese de Bragança-Miranda e a empresa Jerónimos dos Sinos, de Braga.
“Desde o início começámos a ter perceção de que realmente havia consequências vastíssimas no património religioso”, afirmou Fátima Eusébio, diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja Católica (SNBCI), em entrevista à Agência Ecclesia.
A responsável destacou que estas equipas vão apoiar na avaliação dos edifícios, no restauro de estruturas e telhados, e na preservação de bens móveis danificados.
A passagem de Kristin, no final de janeiro, provocou danos graves em várias dioceses, incluindo Leiria-Fátima, Coimbra, Santarém e Portalegre-Castelo Branco, afetando sobretudo telhados, campanários e estruturas históricas, como o Santuário da Nossa Senhora da Encarnação, em Leiria-Fátima.
O SNBCI lançou uma campanha solidária apelando à colaboração de conservadores-restauradores, arquitetos, mestres sineiros e empresas especializadas. Segundo Fátima Eusébio, “além do trabalho de diagnóstico e restauro, materiais de acondicionamento e logística podem ser contributos essenciais para preservar o que resta”.
O Governo português anunciou 20 milhões de euros de apoio para o património cultural afetado, com prioridade para edifícios classificados. Contudo, a Igreja Católica salienta que a solidariedade das empresas e técnicos será decisiva para iniciar rapidamente a recuperação e proteger este legado histórico.
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