Estudo aponta milhares de novos empregos com projetos eólicos em Viana e Figueira da Foz

Os parques eólicos offshore previstos para Viana do Castelo e Figueira da Foz podem gerar milhares de empregos e impulsionar a economia local, conclui um estudo das associações empresariais da região.

Notícias de Viana
28 Jan. 2026 2 mins

Segundo o documento, a fase de construção poderá criar entre 1.300 e 1.400 postos de trabalho em Viana do Castelo e 7.500 a 8.000 empregos na Figueira da Foz. Durante a operação e manutenção dos parques, a estimativa é de cerca de 120 empregos no norte e mais de 700 no centro do país ao longo de 25 anos. “Acreditamos que estes projetos podem transformar a dinâmica económica das regiões envolventes, tanto pela criação de emprego como pelo aumento do volume de negócios das empresas locais”, afirma Ana Rodrigues, presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo.

O estudo estima um impacto económico agregado de 674 milhões de euros por ano, repartido entre 127 milhões de euros em Viana do Castelo e 547 milhões na Figueira da Foz. O investimento previsto para os parques é também expressivo: mais de 3.000 milhões de euros no norte e 15.000 milhões de euros no centro do país.

O PAER (Plano de Afetação de Espaço Marítimo para Energias Renováveis Offshore), recentemente aprovado, serviu de base para as projeções. “A aprovação do PAER permite que possamos planear a implementação destes parques com maior segurança e realismo, tendo sempre em conta o impacto nas comunidades locais”, explica João Mendes, da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz.

O estudo aponta ainda para efeitos sociais significativos. Durante a construção, Viana do Castelo poderá receber cerca de mil novos residentes, número que deverá estabilizar entre 200 e 300 durante a operação dos parques. “É importante antecipar questões de habitação, serviços públicos e mobilidade urbana, para que o crescimento populacional seja sustentável”, sublinha Maria Silva, urbanista e consultora em planeamento territorial.

Além do emprego e do investimento, os especialistas alertam para possíveis impactos no perfil turístico e identitário das cidades. “O desafio será conciliar desenvolvimento económico com preservação do património cultural e ambiental”, acrescenta Maria Silva.

As associações defendem que “os dados do estudo refletem o potencial de transformação económica e social das regiões” e destacam que “o acompanhamento contínuo será essencial para mitigar impactes negativos”.

c/ Lusa

Tags Economia

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