Melgaço regista segunda maior abstenção nas presidenciais enquanto país mobiliza-se mais do que em 2021

A taxa de abstenção nas eleições presidenciais deste domingo situou-se entre 35,6% e 40,6%, revelando uma participação superior à registada em 2021, ano marcado pela pandemia, quando a abstenção atingiu 54,55%. Em Melgaço, a taxa de abstenção chegou aos 63,5%, tornando-se o segundo concelho mais abstencionista do país, atrás apenas da Ribeira Grande, nos Açores (64,5%).

Micaela Barbosa
20 Jan. 2026 1 min

Apesar da elevada abstenção em alguns concelhos, a afluência às urnas aumentou em termos nacionais, aproximando-se dos níveis observados nas décadas de 1980 e 1990, e interrompendo a tendência de queda da participação registada nas últimas eleições presidenciais. A exceção histórica continua a ser a reeleição de António Ramalho Eanes, em 1980, que mobilizou 84,39% do eleitorado.

Entre os concelhos com menor participação eleitoral destacam-se também Vila Franca do Campo (62,7%), Vimioso (61,9%), Povoação (61,4%) e Santa Cruz da Graciosa (61%). No extremo oposto, com menos de um terço de abstenção, surgem Mação (30,7%), Vila Nova de Famalicão (30,8%), Oeiras (31,1%) e Constância (31,7%).

Com os resultados apurados, as presidenciais seguem agora para segunda volta, marcada para 8 de fevereiro, entre António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, apoiado pelo Chega. Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, ficou em terceiro lugar, à frente de Henrique Gouveia e Melo e de Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD.

c/Lusa

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