Não deixemos morrer a esperança!

Pe. José Lima
21 Jan. 2026 3 mins
Padre José Lima

Entramos no ano de 2026, este ano que abre o nosso século no segundo quartel.  Um Ano Novo prometedor que agora nos alerta que poderemos estar em horizontes de uma decadência de tantos valores que acarinhamos. Somos levados a pensar em mal-estar para muitos, já que especificamente aparecem notícias de pouca esperança.

Acontece com a incursão dos EUA na Venezuela, fazendo valer o poder da força e dos grandes trunfos do capital, colocando tantas pessoas e organizações na expectativa do que virá. Será que os EUA são norteados pelo poder do petróleo, embora jogando socialmente com a vontade de muitos que desejam liberdade, num país ditatorial?

Acontece no Irão com as manifestações de tantos, querendo dar a um povo novos horizontes e vendo agir sem dialogar sobre os verdadeiros anseios de tantos iranianos. As mortes acontecem sem contabilidade e dizimam tantas vidas novas e jovens que desejam um futuro livre de tutelas despóticas e do labirinto do poder megalómano de possíveis potências.

Acontece na Gronelândia que não se deixa em paz; parece que os grandes desejam apoderar-se das possibilidades das “terras raras”, imaginando compra ou invasão para que os naturais parceiros se atemorizem. Certo é que o Ocidente deve dialogar com China e Rússia sobre seus intentos; os EUA não são o único poder do mundo nem os detentores de tudo o que pode enriquecer, um regime a resvalar para o totalitarismo despótico. Os EUA  precisam de admitir que não estão sozinhos no mundo e que não devem apoderar-se do alheio.

Mais perto, a vizinha Ucrânia continua a ser o terreno de ataque despótico de uma potência que apenas quer conquistar área para estar mais à vontade para invadir seja quem for em terras europeias. Os ditos invasores apenas querem destruir e confiscar, porque pensam que as armas são o único trunfo de sucesso. Destroem, matam, apropriam-se e embandeiram. A mentira e o armamento denunciam a sua perversidade, necessitando de gastar misseis e drones para de novo os produzir.

***

Este novo ano tem de ser de mudança, de transformação refletida.

Necessitamos da nossa Europa mais unida, coesa, e determinante, sabendo que muitos necessitam da sua força concertada. Não podemos admitir tanta insularidade nas relações entre Estados, mas precisa-se de diálogo, de determinação, de coragem para ajudar a pôr fim a tantos desajustes.

Somos um Continente com História. Esfolheemos as suas páginas. Saibamos ultrapassar divisões. Apoiemo-nos mutuamente e determinemo-nos à ação concertada. Apoiemo-nos uns aos outros, preparemos o futuro e saibamos entender os mecanismos dos poderosos que não descansam, enquanto o mundo for mundo.

Uma lufada de ar fresco surge dos mais jovens que anseiam por um futuro mais risonho. Lutam por uma vida mais digna, estudam e planeiam novos horizontes, abrem portas novas para a comunicação, executam novas formas de agrupamento, inscrevem no quotidiano outras prioridades, a participação, o auxílio, a partilha, a convivência, a agilidade.

O ano 2026 é de quantos se entregam com determinação a tarefas de corresponsabilidade: não deixamos morrer a Esperança!

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