O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho, António Barbosa, assinou um protocolo de colaboração técnica e financeira com o Fundo Ambiental, destinado a apoiar projetos de recolha seletiva de biorresíduos no âmbito do programa RecolhaBio 2025. O investimento global ascende a 747.729,95 euros e envolve apoio técnico e financeiro aos municípios da região.
O protocolo visa reforçar a capacidade dos municípios do Alto Minho na recolha seletiva e valorização de biorresíduos na origem, apoiando a aquisição de equipamentos, a infraestruturação necessária e ações de sensibilização dirigidas às comunidades locais.
Em comunicado, a CIM Alto Minho indica que este financiamento dá continuidade aos apoios disponibilizados desde 2022, “permitindo desenvolver investimentos significativos na gestão sustentável dos biorresíduos urbanos no território”.
Entre as iniciativas contempladas pelo protocolo estão a instalação de contentores e equipamentos específicos para biorresíduos, a aquisição de viaturas elétricas para recolha seletiva, projetos de compostagem comunitária e doméstica, bem como o desenvolvimento de ferramentas digitais de monitorização e ações de capacitação da população. O acompanhamento técnico será realizado pela CIM, incluindo análise e validação das despesas apresentadas, de acordo com as regras definidas pelo Fundo Ambiental. “A gestão sustentável dos resíduos é uma das dimensões essenciais da transição climática e da economia circular no território. Este protocolo permite-nos reforçar o trabalho já desenvolvido pelos municípios e consolidar uma estratégia regional que aposta na redução do desperdício, na valorização dos recursos e na promoção de comportamentos mais sustentáveis”, afirmou António Barbosa, acrescentando que a continuidade do RecolhaBio “é fundamental para que os municípios possam aprofundar o seu papel na construção de comunidades mais responsáveis, mais informadas e mais resilientes”.
Segundo o comunicado, os projetos apoiados em 2025 serão acompanhados até 2027, com relatórios de progresso e de execução final “que permitirão avaliar os resultados alcançados e o contributo das medidas implementadas para o cumprimento das metas” ambientais, nacionais e europeias.
O RecolhaBio insere-se na estratégia de valorização dos biorresíduos, que constituem uma parte significativa dos resíduos urbanos. “A recolha seletiva e valorização destes resíduos permite reduzir o volume encaminhado para aterro, criar valor, gerar oportunidades de emprego e promover práticas mais sustentáveis, beneficiando tanto o ambiente como as comunidades”, refere o comunicado.
A assinatura do protocolo contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, que apoiam a estratégia regional de gestão sustentável de resíduos.
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