Num contexto global cada vez mais complexo e competitivo, as empresas enfrentam obstáculos crescentes para inovar. É o que revela a 7ª edição do Barómetro Internacional da Inovação 2026, do Grupo Ayming, que entrevistou 850 diretores de inovação, I&D (Investigação e Desenvolvimento), finanças e tecnologia em 17 países, incluindo Portugal.
Segundo os dados, 96% das empresas já contam com equipas dedicadas à inovação, um crescimento face aos 78% registados em 2024. A Inteligência Artificial (IA) ultrapassou o tópico “novas ferramentas e tecnologias” como principal prioridade para inovação, refletindo o peso crescente da transformação digital nas estratégias corporativas.
Apesar do investimento crescente, a falta de competências adequadas continua a ser a principal barreira, com 41% das empresas a identificar a escassez de talento como obstáculo central. O sector energético foi o mais afetado (52%).
O relatório destaca, ainda, a emergência de fatores ligados à segurança nacional como determinantes estratégicos. “As empresas afirmam ter inovado de forma eficaz em resposta direta às ameaças à segurança nacional nos últimos cinco anos, e esperam aumentar o investimento em inovação ligada à segurança nos próximos dois anos”, lê-se.
Além disso, mais de metade das organizações (53%) colabora com universidades, agências governamentais e organizações não-governamentais (ONG) para responder aos desafios da inovação, evidenciando a importância da cooperação internacional e intersectorial.
O inquérito abrangeu empresas de nove sectores, incluindo Automóvel, Engenharia Civil, Energia, Tecnologias de Informação, Saúde, Finanças e, pela primeira vez, Defesa e Segurança Nacional.
A análise mostra que, apesar da instabilidade económica, a inovação mantém-se no topo das prioridades das empresas, ajudando-as a crescer, a destacar-se e a enfrentar desafios futuros.
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