Incêndio em Ponte de Lima “descontrolado”

Um incêndio florestal, que deflagrou na noite de segunda-feira, 28 de julho, no Monte da Nó, na freguesia de Rebordões (Santa Maria), em Ponte de Lima, continua a lavrar de forma descontrolada. No terreno operam 147 bombeiros apoiados por 44 viaturas e 2 meios aéreos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Notícias de Viana
29 Jul. 2025 2 mins

O alerta foi dado pelas 22h47 de segunda-feira, e, desde então, as chamas têm consumido uma extensa área de mato, obrigando ao reforço contínuo dos meios de combate.

Uma fonte da Proteção Civil admitiu que o combate “irá dar muito trabalho durante o dia”, devido à dimensão e à complexidade do terreno.

Apesar da intensidade do incêndio, não há registo de habitações ameaçadas, mas as autoridades mantêm vigilância apertada para prevenir eventuais evoluções que possam colocar pessoas ou bens em risco.

As causas do incêndio ainda não foram determinadas.

[Atualização – 11h30] Fogo obriga a retiradas por precaução e complica-se com mudança de vento

Durante a madrugada, por precaução, foram retirados os habitantes dos lugares de São João do Monte (na freguesia da Correlhã) e da Porta (na Facha), devido à falta de alternativas de fuga.

Já esta manhã, crianças da creche da Facha foram transferidas para o centro escolar da freguesia, enquanto os idosos do lar foram mantidos em casa com apoio domiciliário, segundo confirmou o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Vasco Ferraz.

O autarca adiantou que o incêndio, que durante a noite esteve “praticamente controlado”, voltou a descontrolar-se entre as 06h00 e as 07h00 devido à intensificação do vento. “Era nessa altura que deviam ter vindo os meios aéreos”, criticou, referindo ter contactado o secretário de Estado da Proteção Civil, que disponibilizou apoio aéreo. No entanto, pelas 11h00, os meios ainda não estavam a operar na zona.

Vasco Ferraz alertou ainda para a escassez de operacionais disponíveis, uma vez que muitos estavam empenhados em incêndios noutros concelhos como Ponte da Barca e Arouca. “O país não tem capacidade para ter três ou quatro grandes incêndios ao mesmo tempo. Isso faz com que os pequenos incêndios escalem”, afirmou.

Apesar da complexidade da operação, não há registo de feridos entre a população ou os operacionais no terreno.

c/Lusa

Fotografia: Freguesia de Cabaços e Fojo Lobal – Ponte de Lima

 

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