Eixo Atlântico quer reduzir desigualdades com agenda urbana para 2026

O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular elegeu a habitação, a imigração e o combate à pobreza e exclusão social como prioridades estratégicas para 2026. A decisão foi tomada em assembleia-geral e acompanhada pela aprovação de um orçamento de 5,53 milhões de euros.

Micaela Barbosa
20 Fev. 2026 2 mins

A organização transfronteiriça, que integra municípios do Norte de Portugal e da Galiza, definiu três grandes eixos de atuação — sustentabilidade urbana, desenvolvimento económico e desenvolvimento social — com enfoque particular na integração da população migrante e na garantia de condições dignas de habitação.

De acordo com o comunicado, o plano inclui a atualização da agenda urbana, a continuação do mapa de infraestruturas e medidas de planeamento urbano sustentável, apontadas como “ferramentas-chave para reduzir desigualdades e prevenir situações de pobreza nos municípios do Eixo Atlântico”.

O secretário-geral da entidade, Xoan Mao, afastou a ideia de um atraso estrutural na linha de alta velocidade entre o Porto e Vigo, sustentando que o calendário da obra não revela falhas por parte dos governos de Portugal ou de Espanha.

No plano internacional, o Eixo Atlântico anunciou o reforço da cooperação com cidades da América Latina e de países como Cabo Verde, México, Cuba e Argentina, consolidando ainda relações institucionais com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e o Instituto Camões.

A assembleia-geral ficou também marcada pela apresentação do relatório socioeconómico de 2024, elaborado pelo ex-presidente da Junta da Galiza, Fernando González Laxe. O documento centra-se na segurança alimentar nos municípios do Eixo Atlântico e destaca o papel estratégico das indústrias agrícola e pesqueira, propondo recomendações para reforçar o consumo de produtos locais e a sustentabilidade do setor.

Durante o encontro foi ainda assinalado o percurso institucional da entidade, fundada em 1992 em Viana do Castelo, num ato apadrinhado por Mário Soares, então Presidente da República, e que contou, ao longo das últimas três décadas, com momentos simbólicos como a celebração na Corunha em 2015 com a presença do Rei de Espanha, Filipe VI, e do então chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva.

Tags Política

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