Comboio Celta volta a circular, mas ligação Valença-Vigo mantém transbordo rodoviário

O serviço internacional de passageiros Celta, entre Portugal e Espanha, voltou a operar, mas o percurso entre Valença e Vigo continua a ser assegurado por autocarro, devido às condições adversas que afetam a rede ferroviária ibérica. A CP – Comboios de Portugal informou que poderá ser usado material circulante diferente do habitual.

Notícias de Viana
13 Fev. 2026 2 mins

Na Linha do Norte, que liga Lisboa ao Porto, os constrangimentos mantêm-se. Hoje serão realizados quatro comboios de longo curso, dois em cada sentido, através do serviço Intercidades, com recurso a transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal. A circulação regional também está a decorrer parcialmente, nomeadamente entre Entroncamento e Soure, Coimbra-Aveiro-Porto e entre Tomar e Lisboa.

Outras linhas continuam afetadas pelo mau tempo: a circulação permanece suspensa na Linha da Beira Baixa, com operação apenas nos serviços regionais entre Castelo Branco e Guarda e entre Entroncamento e Abrantes. Na Linha da Beira Alta, o Intercidades entre Coimbra e Guarda circula com material diferente do habitual. Também a Linha de Cascais opera com horários alterados, enquanto a Linha do Douro está suspensa entre Régua e Pocinho. A Linha do Oeste e os Urbanos de Coimbra continuam sem serviço.

Segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), registam-se suspensões em troços das linhas de Sintra, Cascais, Norte, Douro, Oeste, Beira Baixa e Vouga, bem como na Concordância de Xabregas, entre Lisboa Santa Apolónia e a bifurcação de Chelas. 

A IP assegura ainda que estão a ser feitos “todos os esforços” para repor as condições de segurança e regularidade do serviço.

As interrupções decorrem da sequência de depressões que têm afetado Portugal desde 28 de janeiro, Kristin, Leonardo e Marta, provocando chuva intensa, vento forte e graves consequências em infraestruturas e habitação. Até agora, dezasseis pessoas morreram, centenas ficaram feridas ou desalojadas, e foram registados danos em casas, empresas, estradas, escolas e serviços públicos.

O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio que podem atingir 2,5 mil milhões de euros, para mitigar os estragos causados pelas intempéries. As regiões mais afetadas incluem o Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo, e também áreas do Alto Minho, onde estradas e transportes continuam condicionados.

c/ Lusa

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