Chama-se SUSTEMARE – Centro de Tecnologia e Inovação em Energias e Tecnologias Oceânicas. Será instalado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC). O objetivo é “posicionar o Alto Minho e Portugal no mapa internacional da energia azul” e da economia do mar. O investimento será de 4,7 milhões de euros, financiado através de uma candidatura à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).
O centro foi formalmente constituído como associação sem fins lucrativos, numa cerimónia que reuniu instituições de ensino, centros de investigação, autarquias e empresas locais.
A nova infraestrutura prevê laboratórios especializados, nave industrial e uma equipa de cerca de 40 profissionais até 2030. De acordo com o presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, dependendo da aprovação da candidatura à CCDRN, a sua construção poderá estar concluída “no espaço de um ano e meio”.
Relativamente ao investimento, o coordenador do centro, Jorge Delgado, referiu que, dos 4,7 milhões de euros de investimento, 4,2 milhões se destinam à construção do edifício e 500 mil euros à aquisição de equipamento e serviços técnicos essenciais para o funcionamento do centro.
O novo centro terá sede no campus da instituição, na Praia Norte, e atuará em três áreas principais: Energia Azul (como eólica offshore, energia das ondas e hidrogénio verde), Tecnologias Oceânicas (materiais resistentes ao ambiente marinho, logística e manutenção) e Serviços Complementares, como monitorização ambiental, biotecnologia marinha e aquacultura. “Este centro, que estamos hoje a constituir, pretende ser o sistema de interface entre aquilo que é o conhecimento, o saber e as empresas”, afirmou Carlos Rodrigues, sublinhando o papel central da instituição na valorização económica da ciência e da tecnologia ligadas ao mar.
O projeto envolve vários parceiros do sistema científico e tecnológico nacional, incluindo INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial, CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental, Universidade do Minho e CiTiN – Centro de Interface Tecnológico Industrial, nascido no seio do IPVC. No entanto, o modelo prevê “uma associação aberta à entrada de novos membros, mediante aprovação da direção” que, segundo o presidente, ficará a cargo da instituição.
Jorge Delgado acrescentou que o centro vai atuar de forma muito próxima das empresas do sector das energias oceânicas, com o objetivo de “identificar projetos que sejam de interesse objetivo para melhorar as condições de produção e os serviços que prestam”. “Será um espaço focado na investigação aplicada, que permita conduzir a produtos concretos e serviços aplicados à indústria, num sector marcado por desafios técnicos e ambientais específicos”, explicou.
O centro terá um modelo flexível de atuação combinando três frentes, nomeadamente o desenvolvimento conjunto de projetos com as empresas, a investigação própria para transferência de tecnologia, e a prestação de serviços especializados, como ensaios e testes técnicos. “Há um mix entre olhar para o que já existe, desenvolver investigação, e responder às necessidades muito concretas das empresas”, sublinhou.
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