O auditório Professor Lima de Carvalho, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), acolheu um seminário subordinado ao tema “Ser Professor Hoje – Formação Inicial e Contínua como Alicerces da Profissão". A iniciativa foi promovida pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) e, segundo a presidente, a formação dos professores deve “começar no terreno o mais cedo possível” e “manter-se ao longo de toda a carreira".
Na sessão de abertura, Júlia Azevedo reforçou a importância da formação como “elemento central da valorização da profissão docente”. “Não haverá futuro para a educação sem a valorização da carreira docente. E essa valorização passa pelas condições de trabalho, pelo respeito institucional, mas também, e de forma insuperável, pela formação”, afirmou, apelando a uma participação “ativa” de todos.
Em declarações ao Notícias de Viana, a presidente do SIPE defendeu que a formação inicial deve articular teoria e prática desde o início, permitindo aos futuros docentes um “contacto com a realidade o mais cedo possível”, nomeadamente “com escolas, projetos educativos e metodologias” porque “só assim percebem como atuar no terreno”. “A componente científica e tecnológica deve, também, ser sólida para permitir uma aprendizagem contínua ao longo da carreira, porque o ensino está sempre a evoluir”, acrescentou, alertando que a formação inicial é “apenas a primeira etapa”. “Por isso, a ligação entre teoria e prática tem de ser forte e bem estruturada”, defendeu.
Sobre a formação contínua, Júlia Azevedo sublinhou que é “urgente e necessária”, sobretudo, num corpo docente envelhecido. Ainda assim, recordou a pandemia como exemplo claro da capacidade de adaptação dos professores. “A maioria dos professores tem 50 ou mais anos. Muitos não tinham contacto prévio com computadores, mas durante a pandemia conseguiram adaptar-se ao ensino à distância. Isso foi possível porque estavam formados, ou procuraram formação contínua em novas tecnologias”, considerou.
A dirigente destacou, ainda, que esta formação deve “permitir troca de experiências reais entre profissionais” e “resultar sempre em mudança prática”.
A iniciativa contou com o apoio do IPVC e procurou “gerar soluções concretas para reforçar a formação como base estruturante da profissão docente em Portugal”.
Notícias atuais e relevantes que definem a atualidade e a nossa sociedade.
Espaço de opinião para reflexões e debates que exploram análises e pontos de vista variados.