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Caminha: Krisálida celebra 10 anos de teatro com livro-objeto e trajetória de inovação artística

A companhia de teatro Krisálida assinala uma década de atividade com um projeto editorial inovador: um livro-objeto em forma de caixa que reúne quatro pequenos livros, cada um dedicado a um eixo do trabalho da companhia – criação de espetáculos, circulação, educação e acolhimento de outras iniciativas artísticas. O exterior mantém a sobriedade da identidade visual da Krisálida, enquanto o interior revela surpresas, elementos interativos e fotografias que traduzem a energia da companhia.

Micaela Barbosa
25 Fev. 2026 3 mins

Para Carla Magalhães, diretora artística, o lançamento do livro é, também, uma oportunidade de olhar para o percurso percorrido. “Criar uma companhia de teatro é, efetivamente, muito difícil. Apesar de já ter experiência, quando se começa algo novo parece que não sabemos nada. A nossa primeira grande luta foi mostrar às pessoas que teatro é prazeroso e que vale a pena sair de casa para assistir a espetáculos com atores de carne e osso”, lembra.

No início, a principal luta da Krisálida não era apenas artística, mas financeira. “Nos primeiros anos, contei com amigos que aceitaram colaborar por valores simbólicos. Só depois, com o apoio da Direção-Geral das Artes, foi possível contratar equipas completas e produzir os espetáculos de forma mais sólida”, conta.

Hoje, a companhia mantém apoio sustentado, o que permite criar novas obras e circular com espetáculos a nível nacional e internacional que são, segundo Carla Magalhães, uma ferramenta de aprendizagem e intercâmbio cultural. “Sempre que vamos para algum lado, levamos o nome de Portugal, de Caminha, connosco. Ao conhecer como os outros fazem arte, aprendemos e construímos pontes culturais”, salienta.

Grande parte dos espetáculos da Krisálida são criações originais que abordam problemáticas sociais e ambientais. Entre os projetos recentes estão espetáculos sobre a poluição do plástico no mar e um trabalho com imigrantes do concelho de Caminha, em que os protagonistas se reconhecem nas histórias contadas. Na vertente educativa, a diretora artística destaca

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