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Jazz contemporâneo volta ao Cine Teatro João Verde com o projeto DUK

Há projetos que nascem da viagem. Não apenas da deslocação física, mas do contacto com cidades, pessoas e linguagens musicais distintas. É a partir dessa experiência que se constrói DUK, um projeto de jazz contemporâneo que sobe ao palco do Cine Teatro João Verde, em Monção, no próximo dia 6 de fevereiro, às 21h30, trazendo consigo uma fusão entre jazz, hip-hop e sonoridades urbanas.

Micaela Barbosa
30 Jan. 2026 4 mins
Legenda da Imagem:

Simão Duque

Liderado pelo trompetista Simão Duque, natural de Braga, mas com raízes familiares em Monção, o projeto assume-se como um organismo em constante transformação. A viver atualmente em Amesterdão, onde estuda jazz, o músico encontrou na mobilidade internacional a motivação para criar um coletivo flexível, capaz de se adaptar a diferentes contextos e formações. “Decidi criar um conceito de tocar com amigos e ir adaptando o projeto à situação”, explica.

DUK não funciona como uma banda fixa. Pelo contrário, a formação varia consoante o país e o momento. Nos Países Baixos, o projeto ganha forma com colegas da universidade; noutros contextos, como numa digressão pela Bulgária, apresentou-se com músicos locais. Em Portugal, o concerto em Monção reúne um quinteto composto por Simão Duque na trompete, Tomás Alvarenga no piano e teclados, Zé João Viana na guitarra, José Padreira na bateria, e Gonçalo Carvim no baixo.

Apesar da diversidade de influências, o jazz é o ponto de encontro entre os músicos. “É a música que nos juntou a todos e é um grande ponto focal, até porque a improvisação é um fundamento muito forte do projeto”, sublinha o trompetista. Ainda assim, DUK recusa uma abordagem purista. O jazz surge como linguagem e método de trabalho, atravessado por referências do hip-hop, da eletrónica e de outras estéticas urbanas.

Essa mistura não é acidental. Para Simão Duque, o jazz contemporâneo corre, por vezes, o risco de se afastar do público. “O hip-hop e a eletrónica trabalham com melodias simples e com uma relação mais direta com as pessoas”, explica, defendendo uma música que seja, simultaneamente, acessível e desafiante, pensada p

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