Mais de 320 jovens da Diocese de Viana do Castelo, número que inclui 14 da Arquidiocese de Braga, partiram para o Jubileu, que decorrerá em Roma entre os dias 28 de julho e 5 de agosto. Na missa de envio, que decorreu na igreja da Sagrada Família, D. João Lavrador desafiou os participantes a não se deixarem seduzir pelas promessas vazias do mundo.
“Jesus tem uma proposta nova. E essa proposta tem de vir de uma renovação interior”, afirmou o Bispo diocesano, salientando: “O mundo quer poder, quer riqueza, mas tudo isso é vazio. Não preenche. Só o amor de Jesus Cristo pode, realmente, preencher o coração.”
Durante a celebração, D. João Lavrador lembrou que “a vida é feita de escolhas” e que é Jesus Cristo Quem as provoca. “Um jovem cristão está no mundo, mas vive algo distinto. Não para se isolar, mas para transformar”, referiu, sublinhando que a fragilidade humana não anula o valor da fé. “Levai os vossos sonhos. Levai as virtudes. Semeai nas vossas comunidades este amor vivo de Cristo. Vós sois chamados a morrer para aquilo que não interessa e a viver para aquilo que é eterno”, apelou.
Num tempo de “incertezas e desalento”, o prelado disse, ainda, que o mundo pode não compreender os jovens, mas que a sua missão é “ser luz, viver a esperança” e que “o amor dá sentido a tudo”, exortando-os a não terem medo de viver esta “loucura” da fé cristã.
A responsável pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil, Vera Lúcia Fernandes, não escondeu a emoção perante a resposta massiva dos jovens à convocatória. “Começámos com receio de não encher dois autocarros. Mas, em três dias, tivemos de contratar mais três. Foi uma adesão brutal e muito gratificante”, contou.
No total, a Diocese leva 324 jovens, incluindo 14 da Arquidiocese de Braga. De autocarro partiram 279, e 45 de avião. “Queremos ser peregrinos de esperança, num mundo marcado pela guerra, pela fome e pela desilusão. Esta geração precisa de sinais e de sentido, e este encontro com o Papa pode ser uma resposta”, afirmou, destacando a dimensão histórica do momento. “É o primeiro encontro juvenil com o Papa Leão XIV. E muitos destes jovens nunca estiveram no Vaticano. É a primeira vez, e será certamente marcante”, considerou.
Apesar da logística “exigente”, com paragens em Barcelona e França, a organização contou com o envolvimento de Paróquias, líderes de grupo e voluntários. “É impossível fazer isto só com quatro ou cinco pessoas. Mas conseguimos, e estamos muito felizes por poder viver isto com os jovens da nossa Diocese”, assegurou.
Entre os jovens, o entusiasmo é palpável. Gabriel Saraiva é do Arciprestado de Valença, e decidiu inscrever-se após ter perdido a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Lisboa. “Ficou aquele ‘bichinho’ cá dentro e o apelo do Papa Francisco provocou a curiosidade de viver esta experiência”, confidenciou, esperando ser um momento de “união” e de “muitas aprendizagens”. “Ir a Roma é viver a fé no local onde tudo começou. Ir ao túmulo dos apóstolos de Pedro e Paulo vai-nos fazer viver cada vez mais a nossa fé de acordo com o tema do Jubileu da Diocese”, acrescentou.
Já Sofia Manso, do Arciprestado de Viana do Castelo, explica que, depois de participar na JMJ, não quis perder esta nova oportunidade. “Foi uma experiência única. Agora, temos de aproveitar. Somos jovens, temos fé e temos esta oportunidade. Não podíamos ficar para trás”, frisou.
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